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Portugal disponibiliza criptomoedas para que seus cidadão invistam em projetos de tecnologia

Postado por em 27 de junho de 2018 , marcado como , , , , , , ,

Para incentivar o desenvolvimento tecnológico no país, o governo de Portugal está oferecendo aos seus cidadãos criptomoedas que serão direcionadas ao concurso GovTech.

A moeda digital não possui qualquer valor monetário, mas tem como objetivo integrar a comunidade portuguesa com o ecossistema tecnológico. Uma ação que visa atender a demanda da Agenda 2030 da ONU.

Portugal disponibiliza criptomoedas para que seus cidadão invistam em projetos de tecnologia

(Foto: Pixabay)

Graça Fonseca, secretaria adjunta e da Modernização do governo português é só sorrisos. Das 140 candidaturas de projetos para o concurso GovTech, 113 foram consideráveis elegíveis para votação popular.

São protótipos funcionais que apresentam soluções que vão desde a área de saúde, consumo sustentável e rastreabilidade de produtos, até projetos de combate e prevenção de incêndios – um dos grandes flagelos enfrentados pelo país nos últimos tempos.

Já que as soluções apresentadas poderão beneficiar a sociedade como um todo, nada melhor do que “ouvir” o que a própria comunidade considera mais interessante e urgente, não é mesmo?

Foi então que o governo pensou em oferecer criptomoedas simbólicas para que os cidadãos “invistam” em seus projetos favoritos.

Funciona assim: Ao se registrar no portal do concurso, o usuário recebe unidades de uma moeda virtual que poderá ser investida nas ideias que considera ter maior potencial.

Conhecidas como GOVTECH, as moedas virtuais valerão apenas para esse concurso e só poderão ser aplicadas nos projetos inscritos.

“Há muitas pessoas registradas no site. A nossa primeira percepção é de que as pessoas estão muito entusiasmadas com a ideia de participar de um mercado fechado, num markerplace”, revelou Graça Fonseca para o Portal ECO.

Segundo ela, o objetivo é que o GovTech seja visto como um concurso desafiador até para quem não concorre.

“A pergunta é: Se tivesse dinheiro para investir, onde o investiria?”

Além do saldo inicial, o usuário poderá conquistar mais moedas ao convidar amigos para a votação. O processo será feito através de uma Chave Móvel Digital que garantirá a autenticação dos envolvidos.

Um salto para o futuro

A Agenda 2030 da ONU é um plano de ação para a humanidade que conta com 17 desafios globais, indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.

“Olhem mesmo para esta agenda. Achamos que a Agenda 2030 é a grande agenda desse século. Está lá tudo o que os Estados precisam fazer. É algo que devíamos todos levar a sério, pois faz parte do futuro coletivo”, pondera Fonseca.

Nesse contexto, o GovTech surge para corresponder a esta demanda e servir como projeto-piloto do governo no que tange as possibilidades da tecnologia blockchain.

A rede distribuída, conhecida por estar na base do Bitcoin, é exaltada pelo seu registro inviolável e sem intermediários. Mas como já mostramos aqui no Portal Criptoeconomia, sua aplicabilidade vai muito além das criptomoedas, com exemplos no setor da saúde, entretenimento e indústria automobilística.

Para Graça Fonseca, no entanto, apesar do crescente interesse em torno da tecnologia, é preciso que ela se torne cada vez mais acessível e de fácil entendimento.

“Queremos que as pessoas votem o mais simples possível, sem complicações, sem ter de perceber o funcionamento de qualquer espécie de mecanismo que nunca tenham utilizado”, refletiu a secretaria do governo.