Economia

Guia: Renda Variável |🥇 Aprenda a fazer seu dinheiro trabalhar para você!

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Com opções que vão muito além das ações, a renda variável pode ser um ótimo caminho a traçar para quem quer aumentar os ganhos do seu patrimônio e ter participações em empresas.

Esse tipo de investimento, que envolve alguns riscos específicos de mercado, oferece um retorno potencialmente melhor do que a Renda Fixa. Calma, se esses termos ainda são novos para você, vamos destrinchar cada um desses conceitos. 

O que é Renda Variável? 

Investimentos de Renda Variável são aqueles cujo o retorno é imprevisível no ato do investimento, como o próprio nome diz, o valor varia conforme condições do mercado (e consequentemente, a remuneração que as aplicações oferecem segue essa mesma lógica).

Na renda variável não é possível ter muita certeza do retorno, como é possível nos investimentos de Renda Fixa.

Quem compra uma ação de determinada empresa, por exemplo, sabe que no decorrer do tempo, poderá embolsar os rendimentos dessa ação, mas de quanto será esse retorno? é impossível prever isso, até porque, se tratando de renda variável, é possível que os papeis possam se desvalorizar no período e não haja ganhos nenhum. 

Renda Fixa X Renda Variável
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Uma das grandes diferenças entre renda fixa e renda variável é justamente a questão do conhecimento de sua remuneração. No caso da renda fixa é possível saber qual será o retorno recebido no ato da aplicação, pois o cálculo da remuneração é previamente definido desde o primeiro momento.

Pensando no funcionamento dos títulos públicos negociados no tesouro direto fica fácil de exemplificar: se você, como investidor comprar um título de inflação,  saberá desde o início que receberá uma taxa de juros anuais atrelado à variação do índice de inflação, que é o IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo).

Em linhas gerais quem compra um título de renda fixa “empresta” dinheiro para alguém (pode ser para empresas ou para o governo, como no exemplo acima), e em troca desse “empréstimo” é recebido juros.

Já quem aplica em papéis de renda variável entra no capital de um emissor, no caso de compras de ações, por exemplo, o investidor se torna sócio da empresa, logo, sua expectativa é de que a companhia cresça, pois isso vai fazer o valor da ação aumentar.

Outras diferenças:

RENDA FIXA

  • Retorno Previsível
  • Baixo Risco
  • Exige menos estudo
  • Retorno quase sempre pelo CDI
  • Menor potencial de Retorno
  • Poucas opções de investimentos
  • Investimentos Simples (poucas variáveis)

RENDA VARIÁVEL

  • Maior Potencial de Retorno
  • Variedade de empresas e setores
  • Investimentos mais complexos (mais variáveis)
  • Retorno médio pelo Ibovespa
  • Retorno Imprevisível
  • Alto Risco
  • Exige muito estudo e conhecimento

Lembre-se: Você pode ter os dois tipos de investimento na sua carteira. Isso é diversificação e tem efeito muito positivo para o seu portifólio.

Tipos de investimento em Renda Variável 

Há muitas opções de investimentos em renda variável e eles podem ser dos mais simples até os mais sofisticados, com características próprias tanto de risco como de liquidez: 

Ações

Podemos definir ações como a menor parcela do capital de uma empresa, quando um investir compra uma ação, ele está comprando uma “fatia” da empresa e como falando antes, esse investidor se torna sócio da empresa, compartilhando os lucros que essa empresa obtém, como dividendos, por exemplo.

Quando se fala em renda variável é comum se pensar logo em ações por ser a opção mais conhecida nesse desse tipo de investimento. Há duas formas de lucrar com investimentos em ações. A primeira é com a valorização dela, conforme o movimento do mercado e os resultados contábeis da empresa, o valor das ações podem aumentar (ou diminuir).

A outra maneira é através de proventos (como dividendos), no qual são pagos pelo menos 25% do lucro líquido para os acionistas da empresa. 

Fundos Imobiliários (FII)

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Nesse caso, investidores interessados no mercado imobiliário se reúnem para investir em conjunto. Geralmente o dinheiro investido é usado na construção ou aquisição de imóveis que depois é alocados ou arrendados. Os ganhos dessas operações é dividido posteriormente entre os participantes, na proporção do volume que cada um aplicou.

Quando se trata de fundos as “fatias” são denominadas de cotas e os investidores são os cotistas. Algumas pessoas podem confundir investimentos em FII como renda fixa, isso acontece porque há uma distribuição regular de rendimentos mensais e isso pode lembrar o funcionamento os já mencionados títulos públicos.

Mas, os fundos imobiliários são aplicações de renda variável: suas cotas oscilam na bolsa de valores de acordo com os fatores de mercado e não é possível prever qual será o retorno, tal como é caracterizado esse tipo de investimento. 

Exhange Traded Funds (ETFs)

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ETFs, também conhecidos como fundo de índice, são fundos que replicam a composição de índices financeiros, como Ibovespa ou IBrX, suas cotas também são negociadas na bolsa, como ações e FIIs. O objetivo dos ETFs é oferecer ao investidor uma alternativa de investimentos em carteiras idênticas às principais referências do mercado.

É um tipo de investimento que oferece muita praticidade e essa é a maior vantagem da aplicação. ETFs permitem ao investidor apostar em várias ações de uma vez sem precisar comprar o papel. Para quem está começando e não tem tanto conhecimento e experiência  é uma boa indicação para investir.

Outra vantagem dos ETFs é que a taxa de administração cobrada do fundo é muito baixa, em geral variam entre 0,05% e 0,69% ao ano

Opções

No começo deste desse tópico foi mencionado que investimentos de renda variável podem variar de mais simples até mais sofisticados. Quando é falado de opções e derivativos de modo geral estamos falando do tipo de Renda Variável mais sofisticado que oferece um risco muito grande e claro, um retorno (quando acontece de ter retorno) muito alto também. 

Mas o que é opção? Opções representam o direito de comprar ou vender uma ação (ou outro ativo) em uma data futura específica, por um preço já preestabelecido. Opções são classificadas como derivativos porque o seu preço deriva de um ativo a que ela se refere. 

Uma opção pode ser usava como hegde, ou seja, como proteção no mercado futuro. Imagine alguém comprou uma determinada ação de uma empresa e tem receio de que as cotações recuem no futuro. É possível evitar perdas maiores adquirindo opções de vendas da ação por um preço que evite o prejuízo do investidor.

Claro que nem sempre a finalidade é proteger a carteira, há também quem negocie as opções por si, nesses casos o objetivo é efetivamente ganhar com os preços das opções, que também sobem e descem ao longo do tempo. 

Câmbio

Investir em câmbio envolve aplicações baseadas em outras moedas. Geralmente esse tipo de produto é usado pelos investidores para diversificar a carteira, pois eles ajudam a proteger o patrimônio das oscilações da economia brasileira.

Há muitas formas de fazer isso. O investidor pode comprar a moeda em si ou investir em fundos cambiais, por exemplo, que mantêm pelo menos 80% do patrimônio investidos em ativos relacionados a moeda.

Há também como investir comprando contratos futuros de dólar negociados na bolsa, esses contratos representam acordos de compra e venda da moeda, a um preço fechado, em uma data futura. 

Fundos de investimento

Há muito fundos que permitem investir em renda variável. Os mais conhecidos são os fundos de ações. Trata-se de uma carteira que aplica no mínimo 67% do patrimônio do fundo em ações negociadas no mercado.

Esses fundos são considerados como uma maneira simples de investir em renda variável porque quem se responsabiliza por decidir que papeis comprar ou vender é um gestor profissional, por isso que em fundos assim é cobrada a taxa de administração. 

Criptomoedas

Essa categoria de investimento é recente no mercado financeiro. As criptomoedas são moedas virtuais não produzidas ou controladas pelas bancos centrais, são códigos que podem ser revertidos em valores. A mais conhecida entre elas é o Bitcoin e é possível investir nesses ativos por meio de corretoras especializadas. Você pode tambem comprar Bitcoin no Brasil e em outros países.

Como investir em Renda Variável? 

Antes de começar a investir, a primeira dica é estudar o mercado, ter conhecimento dos fatores que levam a sua oscilação, entender o funcionamento como um todo.

Isso ajuda o investidor iniciante  perder o medo, o deixa mais confortável para começar com segurança. Depois disso o próximo passo é escolher uma corretora de confiança.

Existem muitas corretoras que além de consolidadas no mercado, apresentam um time de ótimos analistas de renda variável e do mercado como todo e ainda cobram taxas básicas nas operações.

No Brasil, alguns exemplos de corretoras confiáveis são: XP Investimento, Rico, ModalMais, Clear, Easynvest. Você pode conferir também a nossa lista de corretoras e exchanges.

Outro ponto muito importante antes de começar  a investir é fazer o API – análise do perfil do investidos. É com o API que você descobre qual o seu perfil como investidor, se  está disposto a correr os risco da renda variável ou se é mais conservador e se identifica mais com a renda Fixa. 

Dica: Nas plataformas das corretoras é possível você fazer simulações de investimentos, escolhendo o tipo de renda que você quer aplica, produto e prazo que pretende deixar o valor aplicado.

Day Trade X Swing Trade | Tributação de Renda Variável

Existem diferentes formas de se operar no mercado de renda variável. O investidor pode escolher fazer suas aplicações pensando em  curto prazo ou longo prazo. 

Day Trade é o nome que se dá para as estratégias de compra e venda de ações em um prazo muito curto de tempo – no máximo 24 horas. O objetivo de operar dessa forma é aproveitar as oscilações durante o dia para ganhar dinheiro.

 Já nos casos de Swing Trade a posição de compra de um produto de renda variável é mantida por mais de um dia na carteira, geralmente quem investe nessas operações pensam em ganhar dinheiro no intervalo de médio a longo prazo.

O imposto de Renda em cima do Day Trade tem incidência maior conforme será falado abaixo. 

Tributação de Renda variável

Declarar o imposto de renda é uma responsabilidade do investidor, que faz o pagamento via DARF.

O investidor solicita a sua corretora o Informe de Rendimento para fazer a sua declaração. O pagamento da alíquota dependerá da sua performance. Se houver lucro de até R$20 mil, você é isento, ao passar disso, o IR cobrado será de 15% sobre o lucro.

 

Saiba mais de tributação abaixo: 

INVESTIMENTO

Ações (ganho de capital acima de R$20,000/day trade

Fundoes de Investimentos

Fundos de Ações

ALÍQUOTA DE IR

15% sobre o lucro/20% no day trade

De 22% a 15% (tabela regressiva)

15% sobre o lucro

Conclusão

A renda variável pode trazer ganhos significativos ao seu capital desde que você preze por conhecimento do mercado, invista em bons ativos e pense em médio e longo prazos. É importante ter foco e saber o que quer no mercado, isso vai te afastar das especulações e apostas infundadas. 

Através do conhecimento é possível ir mais longe, até porque você terá embasamento e será muito mais fácil deixar o medo de lado, sobretudo se você for iniciante na área. É importante se conhecer e conhecer os seus limites. 

A bolsa de valores pode oferecer muitas vantagens e ganhos de capital para quem entrar com conhecimento e racionalidade. Ao investir em renda variável é importante ser realista e assumir as responsabilidades dos negócios e suas tomadas de decisões.