Regulamentação

Japão aprova órgão autorregulador para a indústria de criptomoedas

Postado por em 24 de outubro de 2018 , marcado como , , , , , ,

Como um dos países mais favoráveis às criptomoedas, o Japão, por meio da Financial Service Agency (FSA), principal regulador financeiro do país, concedeu formalmente ao setor cripto um status de autorregulação.

Japão aprova órgão autorregulador para a indústria de criptomoedas

(Foto: Pixabay)

A aprovação, feita nesta quarta-feira (24), permite que a Associação de Trocas de Moedas Virtuais do Japão (JVCEA), órgão composto pela 16 exchanges de criptomoedas licenciadas no país, se torne uma “associação empresarial certificada de liquidação de fundos”.

O que significa que o regulador concedeu à associação os meios para criar diretrizes para as trocas domésticas, incluindo medidas rigorosas que combatam a lavagem de dinheiro e evitem o uso de informações privilegiadas.

Licença

A constituição da JVCEA marca um esforço conjunto entre as trocas licenciadas do Japão, que temem ser alvo de ataques — como aconteceu com a Coincheck, bolsa sediada em Tóquio, que foi roubada em US$ 530 milhões em criptomoedas.

O passo seguinte foi dado em agosto, quando a associação apresentou um pedido formal à FSA para obter legitimidade. Após exame minucioso do regulador, a autorização foi concedida.

“Com a aquisição do credenciamento, continuaremos a direcionar esforços adicionais para criar uma indústria que você possa confiar”, destacou a JVCEA em uma declaração em seu site.

Protegendo a indústria

Segundo a CCN, a aprovação da FSA ocorre em um momento em que as autoridades japonesas estão revisando suas próprias abordagens em relação à indústria, após dois casos de fraudes envolvendo criptomoedas esse ano.

Após o roubo da Coincheck em janeiro — citada acima — No mês de setembro, a Zaif foi hackeada em quase US$ 60 milhões em Bitcoin, Bitcoin Cash e Nanocoin.

A JVCEA já elaborou um documento de autorregulamentação de 100 páginas que, dentre outras coisas, propôs um limite de 4 para 1 na margem de negociação com criptomoedas, restringindo a quantidade de fundos que os investidores podem pegar emprestado em seu depósito original.

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