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Afinal, o que está acontecendo com o preço do Bitcoin?

Postado por em 7 de fevereiro de 2018 , marcado como , , , , , ,

Como em um filme do Indiana Jones, os investidores e negociantes de Bitcoin estão vivendo, a cada frame, momentos de grandes emoções. A semana ainda está na metade mas a moeda já registrou valores desesperadores na última terça-feira, chegando a ser comercializado por US$ 5,9 mil. Hoje, o Bitcoin dá os primeiros sinais de recuperação e retorna a casa dos US$ 8 mil. Mas afinal, quais as causas da violenta derrocada dos últimos dias?

(Foto: Pixabay)

Desafios

Em dezembro do ano passado o Bitcoin foi protagonista de um marco histórico: pela primeira vez, a criptomoeda alcançou uma valorização jamais vista e bateu a casa dos US$ 18 mil. Porém, no caminho havia uma pedra e o Bitcoin viu seu valor despencar para menos de US$ 6 mil dólares. A regulamentação das criptomoedas nos países asiáticos, importantes polos de mineração e trocas, foi um dos principais fatores para a desvalorização do Bitcoin.

Países como a Índia, Coreia do Sul e China começaram a estabelecer normas cada vez mais severas às negociações com criptomoedas. Esses governos defendem que a sua comercialização pode provocar riscos financeiros, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A China – responsável por 75% da oferta de mineração – estuda um banimento geral, não somente da comercialização mas também das mineradoras instaladas no país, devido ao grande consumo de energia.

Como se o cenário não estivesse ruim o suficiente, esta semana as criptomoedas receberam mais um golpe. O banco britânico Lloyds Banking Group proibiu a compra de moedas digitais através de cartões de credito; medida esta que foi seguida por grandes grupos bancários dos Estados Unidos como o JPMorgan Chase, Citi e Bank of America. A hostilidade também se estendeu ao gigante das redes sociais, o Facebook, no dia 31 de janeiro, que passou a proibir anúncios e propagandas de ofertas de ICOs e criptomoedas.

Xeque-mate?

Mesmo atingindo seu ponto mais baixo na terça-feira, o Bitcoin mostrou sinais de recuperação após pronunciamento de representantes de comissões reguladoras financeira para o Senado dos EUA, em uma tentativa do governo para regular a criptomoeda.

Dessa forma há quem se mantenha otimista e vislumbre um futuro brilhante a longo prazo. “Acreditamos que depois de fevereiro o mercado fará uma corrida de touros como ocorreu no ano passado, isso se não superar, atingindo a marca de trilhões de dólares”, disse Jamie Burke, CEO da Outlier Ventures, uma empresa de capital de risco em blockchain para a CNBC.

Thomas Glucksmann, chefe de desenvolvimento de negócios da APAC, engrossa esse coro e acredita que o aumento do reconhecimento por parte dos reguladores bem como “a entrada do capital institucional e os desenvolvimentos tecnológicos contribuirão para a recuperaçãoo do mercado e alavancará o preço das criptomoedas para todos os níveis, este ano”.

A criptomoeda sempre esteve envolta em polêmicas e, para os mais desconfiados, no fundo não passa de uma bolha prestes a explodir. Mesmo assim durante o ano de 2017 cresceu mais de 15 vezes atraindo, inclusive, a atenção das maiores exchanges mundiais, como a CBOE e CME. A expectativa para os investidores é que, assim como os filmes do Indiana Jones, o final seja feliz.