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Com China na berlinda, Canadá pode ser novo lar de mineradoras de Bitcoin

Postado por em 15 de janeiro de 2018 , marcado como , , , , , ,

Enquanto a China vem perdendo controle sobre a mineração de Bitcoin, o Canadá, por sua vez, lar de grandes recursos energéticos, está fortalecendo seu perfil junto às criptomoedas.

(Foto: Pixabay)

A China se tornou um importante domicílio para a mineração de Bitcoin. No entanto, com o Banco Central do país impondo limites severos sobre as trocas da moeda, os investidores agora direcionam suas velas para oceanos mais amigáveis no mundo ocidental, mais especificamente, para o Canadá.

Os mineradores de Bitcoin estão sendo atraídos pelos esforços de lobby da indústria energética canadense, que proliferam a recuperação do petróleo na região.

A China perde terreno

Se não fosse pela mineradoras de Bitcoin, os investidores, traders e consumidores não teriam nenhuma das principais moedas digitais com as quais pudessem realizar transações e a China é responsável por aproximadamente 75% dessa oferta.

O processo coloca uma enorme demanda no consumo de energia, algo que ambas as regiões – a chinesa Xinjiang e as províncias canadense como Quebec – possuem de sobra. Com medidas regulatórias que devem ser impostas pelo país asiático sobre as criptomoedas, O Canadá se torna uma possibilidade mais atrativa a cada dia.

A China já foi alvo de pequenos ataques contra as operações de mineração de Bitcoin. Agora, com os rumores de ações reguladoras mais severas, incluindo uma proibição geral – “consequência das preocupações sobre o extensivo consumo de energia e do risco financeiro” – o Canadá surge como a próxima opção mais sedutora. O país sai na frente, já que possui recursos baratos e abundantes, o suporte do governo e um inverno frio.

As baixas temperaturas canadenses ajudam no processo de mineração, pois mantém os equipamentos frescos, economizando assim, eletricidade no processo.

Bem-vindos ao seu novo lar

A mineradora líder na China, o Bitmain, vem se diversificando a partir de suas bases e, dizem, considera se mudar para o Canadá. Enquanto isso, como parte do processo de cortejo, a Hydro Quebecis teria contatado dezenas de mineradoras de criptomoedas a fim de abordar a transferência para o país, incluindo as principais indústrias do setor. Quer uma prova? A mineradora asiática BTC.Top já está a caminho das terras geladas do gigante do norte.

A ZQMiner, baseada na província chinesa de Hubei, é conhecida pelo seu profundo engajamento no processo de mineração de Bitcoin, desenvolvendo e operando ativos de mineração da moeda a partir de um trio de cidades chinesas. O CEO da companhia, Li Wei, desse à Reuters, “Nós, e pelo que eu percebo, muitos dos nossos parceiros, já estão fazendo planos para ir para o exterior”.

Embora o governo canadense assuma uma posição mais amigável sobre a mineração de Bitcoin em comparação com a China, as ICOs locais, como o popular aplicativo de mensagens Kin, optaram por bloquear os residentes canadenses do seu evento gerador de tokens de 2017 em meio a “fraca orientação” dos reguladores de Ontário.

Enquanto isso, espera-se o fortalecimento da infra-estrutura de mineração de Bitcoin, o que pode demorar até um ano para que as instalações sejam configuradas no território e promissor mercado do Canadá.

Fonte: CCN