Tecnologia

Token de utilidade: princípios básicos no ecossistema blockchain

Postado por em 7 de março de 2018 , marcado como , , , , , , , , ,

Em termos gerais, o aspecto da tecnologia blockchain que permite a transferência de valores através da internet é chamado de tokenização. O conceito fluido e de liquidez favorece a conexão entre produtos e serviços. Dito isso, hoje vamos destacar uma classe de token que vem ganhando popularidade nesse ecossistema. O chamado “Token de Utilidade”.

Token

(Foto: Pixabay)

Como já explicamos aqui, esse tipo de token existe, principalmente, como elementos de acessibilidade nas cadeias de blockchain que ele representa.

A versatilidade é a sua principal característica, pois ele é capaz de revolucionar os conceitos existentes e criar novos ecossistemas ao empoderar os participantes desse ecossistema.

Estruturado para funcionar como uma via de acesso a um serviço e não como investimento, os tokens de utilidade conferem direito ao titular de participar da comunidade ao permitir que ele vote na governança da rede e suas atualizações.

Escambo em rede

Aparentemente, a função de qualquer token de utilidade é determinada pela solução oferecida por seu blockchain de origem.

Veja bem, enquanto que que o Bitcoin serve como uma forma de pagamento ou de valor, os tokens de utilidade geralmente só podem ser utilizados dentro de uma única plataforma com uma proposta específica, como fazer a compra de um bem ou serviço.

Jade Mulholland, CEO da Sociall, explicou propósito desse tipo de serviço para o portal CCN:

“No nosso projeto, temos um token de utilidade chamado SCL. Ele será usado como uma criptomoeda nativa para compras dentro da plataforma, ao invés do dinheiro tradicional (dólar, euro, etc) ou outras criptomoedas como o Bitcoin e o Ethereum. A SCL não será manuseada fora da Sociall. Isso só existirá dentro de nossa plataforma”.

Funcionalidade e Valor

O blockchain permite um universo versátil de possibilidades e essa característica faz com que a tecnologia possa ser aplicada a quase todos os aspectos da existência humano.

Com base na classificação da FINMA, Galia Benartzi, cofundador do Bancor, explica a existência de três tipos de tokens: os ativos, os de pagamentos e os tokens de utilidade.

Para ele, uma das vantagem deste último modelo é a possibilidade de delimitar ou bloquear, em alguns termos, a atuação do usuário a fim de obter privilégios no ecossistema. Criando, assim, um forte incentivo para que os usuários se comportem.

Benartzi descreve esses tokens como uma força vital para as economias emergentes online de hoje, motivando e mobilizando os participantes (incluindo entidades com fins lucrativos) para o fornecimento coletivo e integrado de soluções.

O que também favorece o compartilhamento do mesmo banco de dados, base de usuários e da mesma moeda.

“Essa estrutura coletiva de incentivos e benefícios é a essência de um modelo funcional e o principal motor do seu efeito de rede”.