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5 maneiras inusitadas de como as pessoas estão usando o blockchain

Postado por em 22 de março de 2018 , marcado como , , , , , , , , , , , , ,

Não é de hoje que o portal criptoeconomia aborda os usos do blockchain. A tecnologia que alimenta o Bitcoin vai muito além do mercado financeiro e, devido a sua característica imutável e descentralizada, já é possível vê-la aplicada em setor consolidados como o de logística e a indústria da música.

Como a tecnologia blockchain está revolucionando nosso dia-a-dia

(Foto: Pixabay)

Dessa vez vamos abordar outros usos dessa tecnologia, que mesmo sendo muito recente já mostrou que veio pra ficar. O blockchain pode ser encontrado em áreas inusitadas do nosso cotidiano, como veremos abaixo:

     1. Registro de consentimento sexual

(Foto: Pixabay)

Em janeiro de 2018, a startup com sede em Amsterdam, LegalThings, lançou uma versão beta de um aplicativo chamado LegalFling, que inspirados no movimento #MeToo – responsável por trazer a luz inúmeros relatos de abuso – utilizam a tecnologia blockchain para verificar o consentimento sexual entre possíveis parceiros. Não entendeu?

Através do livro-razão, o aplicativo consegue registrar se um usuário consentiu em fazer sexo com outro e os termos desse relacionamento. As pessoas envolvidas podem especificar se certas práticas são aceitáveis, como compartilhamento de vídeos ou fotos e o uso de linguagem explícita.

Em seguida, enviam uma solicitação de mensagem a um parceiro sexual que decide se aceita ou recusa os termos de interação. A aceitação é registrada no blockchain, de modo que nenhuma das partes pode alterar as informações ali contidas.

Algumas pessoas expressaram preocupações em relação ao LegalFling não conseguir refletir a complexidade da dinâmica interpessoal. Alguém poderia fornecer consentimento inicial e depois mudar de ideia ou ainda uma pessoa poderia usar o aplicativo sem o consentimento do proprietário da conta.

    2. Evitar fraude em eleições

O período delicado que envolve qualquer eleição pode ser agravado caso os votos sejam contados de forma incorreta ou haja fraude nas urnas. Pensando em uma solução para o problema da corrupção eleitoral, a organização sem fins lucrativos Democracy Earth, com base em Palo Alto, na Califórnia, criou um aplicativo chamado Sovereign.

O software do blockchain produz tokens do Soverign muito parecidos aos das criptomoedas, exceto que eles não representam dinheiro e sim votos. A ideia é que os eleitores – sejam eles cidadãos de um governo ou membros de um conselho de administração de uma empresa – recebam um número definido de “cédulas”.

Outra startup, a suíça Agora, foi precursora nesse movimento ao testar a testar a tecnologia nas eleições presidenciais da Serra Leoa, no início desse mês.

    3. Compartilhamento de energia solar

(Foto: Pixabay)

No Brooklyn, pessoas com painéis solares podem monetizar a eletricidade renovável que estão gerando ao vender parte dessa energia para os vizinhos via blockchain.

A startup LO3 Energy, em parceria com a Siemens, esta testando esse recurso através de uma aplicativo chamad Brooklyn Microgrid. Os consumidores com painel solar podem vender créditos ambientais para outros residentes que não teriam acesso a essa fonte de energia sem passar por um intermediário (além do próprio aplicativo) ou empresas do serviço público.

Dessa forma os consumidores controlam suas transações e os medidores são conectados diretamente aos registros de energia.

    4. Conhecer a trajetória do seu peru de natal

(Foto: Pixabay)

Para atender aos consumidores preocupados com a origem de seus alimento, o conglomerado alimentar internacional Cargill apresentou uma solução para o rastreamento do peru do dia de Ação de Graças, festa tradicional na América do Norte, e do Natal.

Os Perus distribuídos a partir de fazendas selecionadas apresentavam embalagens impressas com um código de rastreamento digital que podia ser conferido online.

O perfil dos animais continham informações completas sobre a fazenda que foram criados e até mesmo uma mensagem do agricultor. Embora pareça uma ideia pitoresca, o uso do blockchain foi muito importante para rastrear um incidente de segurança alimentar e a eventual necessidade de um recall.

    5. Verificar a autenticidade de um produto de luxo

(Foto: Pixabay)

Quer ter certeza de que sua bolsa de grife ou tênis caros são autênticos? A Chronicled, startup que utiliza a tecnologia blockchain para gerenciamento de cadeias de suprimentos tem como uma de suas aplicações a autenticação de bens de luxo.

Imagine um registro que rastreia cada item já produzido em um única linha de produtos por meio de contratos inteligentes permanentemente incorporados ao produto.

Sendo um sistema de blockchain, ele rastreará todos os proprietários de um produto ao longo de sua história, mas de uma maneira que mantenha a privacidade dos proprietários e suas informações pessoais.

Essa tecnologia pode não impedir a proliferação e comércio dos produtos piratas, mas os clientes que desejam adquirir um produto autêntico ficarão tranquilos por estarem fazendo um investimento sólido.