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Nike entra na corrida pelo metaverso e adquire uma importante fabricante

Postado por em 17 de December de 2021 , marcado como

A Nike, uma das maiores empresas do universo esportivo e casual, acaba de anunciar que adquiriu a RTFKT. A RTFKT é uma empresa especializada em criação de ativos digitais não fungíveis, os NFTs, em blockchain. Essa aquisição pode ser uma resposta bastante precisa à sua principal rival, a Adidas, que também acaba de se lançar no metaverso. No entanto, o que temos nesse momento é uma corrida pelo domínio nesse espaço de convívio e produção digital.

Este não é, no entanto, o primeiro passo da Nike em relação aos ativos digitais. Recentemente, ainda no mês de novembro, a marca já tinha dado feito um movimento grandioso em relação aos NFTs e criado o Nikeland. A plataforma Nikeland é dedicada à interatividade e permanece até este momento dentro do universo de um game play-to-earn chamado Roblox.

Essa movimentação das grandes empresas dedicadas ao esporte tem chamado a atenção do mercado. A aquisição feita pela Nike da startup de criação de NFTs é uma forma de, por seus próprios meios, produzir seus próprios ativos virtuais. A empresa é muito relevante no mercado de ativos digitais. Isso se dá, sobretudo, por sua capacidade e aparente especialidade em criar e customizar sneakers.

Os sneakers foram desenvolvidos, primeiramente, para jogadores profissionais de games virtuais. A partir desse primeiro projeto, que rapidamente caiu no gosto do público, desenvolveu outros modelos de tênis, envolvendo, aí sim, diversas marcas.

A aquisição da empresa pela Nike foi feita pensando em somar ao processo de transformação que ocorre em relação às experiências voltadas para o metaverso. E não para por aí. A ideia é expandir em produtos para o mundo digital, explorando toda a capacidade de inovação da Nike e das suas empresas parceiras.

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O que é um metaverso e por que é tão importante que empresas como a Nike ingressem nele?

O metaverso é um ambiente digital em que as pessoas que o frequentam poderão desfrutar de uma experiência realista. Ficou confuso? Pois bem. O metaverso combina diferentes tipos de tecnologias para que as pessoas possam desfrutar de interação plena umas com as outras e, ainda, vivenciar algumas experiências reais em um mundo virtual. Ok.

Real ou virtual? Ambos. Estamos tratando de um projeto digital de criação de uma realidade totalmente paralela, de forma bastante resumida.

No entanto, muita gente pode pensar que isso é uma grande novidade, um conceito contemporâneo. Assim, a ideia não é tão nova. Já nos idos da década de 80 temos algumas referências à criação de um metaverso ou de uma realidade paralela. A fonte dessa água que inspira criatividade é a literatura cyberpunk.

Quando a Internet se popularizou, na década de 90 e nos anos 2000, no caso do Brasil, a ideia de um metaverso já estava presente em diversas comunidades virtuais e até mesmo em jogos, que eram, até então, exclusividades de consoles.

Já no começo desse século, no entanto, tivemos a primeira grande experiência em um metaverso, ainda que bastante primário. Essa experiência, você já deve saber qual foi: o Second Life. Lá, era possível interagir com pessoas de todo o mundo por meio de uma realidade em que avatares em 3D eram as personagens.

Entende agora o porquê de ser tão interessante a entrada de grandes empresas nesse nicho de mercado? Pois, sim, há um mercado fresquinho para ser experimentado pelas gigantes do mercado físico. E, com a possibilidade de transformação de algo físico em algo totalmente virtual, essa ideia soa ainda mais interessante. Carro, tênis, casa, roupas… tudo, hoje, pode ser tokenizável. E, assim, comercializado, mais acessível. Ainda que apenas virtualmente.

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Um passo de cada vez: Há uma revolução em curso?

A pandemia causada pelo novo Coronavírus colocou as relações pessoais em cheque. Na prática, tivemos de nos afastar dos nossos ambientes de trabalho, do convívio com familiares e amigos. As interações digitais, no entanto, se tornaram mais do que essenciais. Com isso, muitas iniciativas surgiram no mercado, sobretudo aquelas voltadas para o desenvolvimento de ambientes virtuais em que fosse possível reencontrar pessoas. Mesmo que por meio dos seus avatares, esses encontros são mais do que especiais.

No metaverso, portanto, é possível buscar mais do que o tênis personalizado da Nike ou mesmo a loja de roupas da Adidas. É possível retomar a vida. Assistir a shows, teatro, cinema e muitas outras possibilidades, a poucos cliques de distância.

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