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‘Super bolha’ financeira está próxima de explodir

Postado por em 25 de January de 2022 , marcado como ,

Super bolha financeira pode explodir a qualquer momento, afirma o o investidor Jeremy Grantham, que é o criador da firma de investimentos G.M.O.

Grantham, divulgou um aviso aos seus clientes em um relatório chamado “Esperando pela última dança”.

Super Bolha econômica

Neste relatório, Grantham fazia prognósticos a respeito do ano que se iniciava, destacando os riscos de alocar investimentos em mercados perigosos na fase final do que chamava de uma “super bolha” econômica.

Períodos assim, são aqueles em que fortunas são construídas e perdidas, conforme do nível de ambição dos investidores.
Quem tivesse levado o seu alerta a sério teria perdido uma valorização de mais de 138% do Bitcoin entre 1º de janeiro e 10 de novembro.

Isso sem mencionar outras criptos, dos quais os retornos foram muito maiores. Em 2021, o S&P 500 subiu 27% e o índice Nasdaq, 21%.

Se um investidor tivesse seguido o aviso de Grantham, em exatamente um ano ele teria perdido lucros bem grandes.

Porém, pouco mais de um ano depois, neste começo de 2022, se algum investidor tivesse seguido o alerta de Grantham, poderia ter reduzido bastante as perdas consideráveis que janeiro vem estabelecendo aos investidores. Nos dias de hoje, as palavras iniciais de Grantham receberam uma nova percepção:

“O longo ‘bull market’ em curso desde 2009 finalmente amadureceu em uma bolha épica de pleno direito. Apresentando supervalorização extrema, aumentos explosivos de preços, emissão frenética de moeda e comportamento histericamente especulativo dos investidores, acredito que este evento será registrado como uma das grandes bolhas da história financeira, junto com a bolha do Mar do Sul, a crise de 1929 e [a bolha ponto com de] 2000.”

Quem sabe a bolha não tenha rompido de uma forma tão grave, como supôs o investidor.

Super bolha pode estar em processo de estourar

Todo o cenário pode estar conduzindo para o estouro da super bolha, segundo um artigo publicado na revista The New Yorker nesta segunda-feira.

Entre o pico de janeiro e o fechamento do pregão na sexta-feira, o S&P 500 baixou cerca de 8,3%, e o índice Nasdaq, cerca de 13%. No mesmo período, o índice VIX, que rastreia a oscilação aguardada e opera como um índice para medir o medo do mercado, disparou aproximadamente 73%.

Entretanto, o BTC aponta 25% de desvalorização só neste mês.

Desde a última máxima histórica em 10 de novembro, a maior cripto do mercado baixou 46%.

Se Grantham estiver certo em sua previsão, a atual correção dos ativos de risco pode marcar o começo de algo muito maior e muito mais prejudicial ao mercado financeiro como um todo e aos investidores individualmente.

Em um novo documento encaminhado aos seus clientes com data de 20 de janeiro, Grantham escreveu que a bolha do mercado de ações que ele percebeu em janeiro do ano passado tornou-se uma “superbolha”, e agora compreende em títulos, imóveis e, também commodities:

“O que é novo desta vez, e apenas comparável ao Japão na década de 1980, é o perigo extraordinário de adicionar várias bolhas juntas, como vemos hoje com três classes e meia de ativos borbulhando simultaneamente pela primeira vez na história.”

Os criptoativos requerem um pequeno comentário em um trecho em que Grantham afirma que a atual baixa prenuncia a fase final de estreitamento do mercado característica de uma grande bolha.

A maior redução de riqueza na história dos EUA

O investidor comenta ainda que o pessimismo, até agora, não tomou conta do mercado de forma definitiva. Quando isso acontecer, ele disse, testemunharemos “a maior redução potencial de riqueza na história dos EUA”.

O aumento ilógico por si só não é capaz de causar a explosão de bolhas. Não ocorreu na bolha imobiliária do Japão, nos anos 1980. Nem nos EUA, com o valor das ações de tecnologia da Nasdaq que triplicaram ao longo da virada do milênio.

A prática permanente para ocasionar a queda do mercado em ambos os casos foi o aumento da taxa de juros. Causado por receios inflacionários, os mesmos que derrubam e destroem a economia americana e a administração de Joe Biden nos dias atuais, Alan Greenspan elevou a taxa de juros em um ponto percentual, de 4,75% para 5,75%, entre 1999 e 2000.

Em março a bolha estourou, acumulando uma retração de 60% após um ano. No Japão, o crescimento foi de 2,5% para 6%, acarretando em um crescimento ainda maior no preço dos imóveis, ao mesmo tempo em que a bolsa japonesa desvalorizou-se em 35%.

O Banco Central Americano (FED), nesta semana, fará a sua primeira reunião anual para debater a política monetária a ser instalada e a perspectiva, do mercado e da mídia especializada, é de que o primeiro de uma série de aumentos na taxa de juros seja levado à cabo já em março, que é quando o FED voltará a se reunir.

Mercados de risco podem se beneficiar estouro de super bolha

Reduzindo as advertências misteriosas de Grantham, especialistas de Wall Street e do mercado de criptoativos creem que mesmo que existam crescimentos nas taxas de juros no decorrer deste ano, o índice ainda assim ficará abaixo de sua média histórica e as taxas de juros baixas contribuem para os mercados de risco.

Fora isso, mesmo com a valorização do mercado acionário de 2021, os valores dos papéis das empresas não estão ultrapassando os ganhos das empresas como aconteceu no decorrer da bolha ponto com.

Os especialistas também arriscam que o mercado já teria precificado a aguardada alta da taxa de juros com as atuais correções tanto nas ações quanto nas criptomoedas.

O último ciclo de queda do mercado de ações está tão longe hoje que o pensamento de comprar a baixa parece estar enraizado na psicologia dos investidores. O mercado de cripto é mais variável e seus ciclos são mais reduzidos.

Conquanto, como existem novos investidores que compraram suas primeiras criptos no ano passado, o ano em que a “alta infinita” parecia uma promessa a se efetivar, a memória de um mercado na queda, para muitos, não existia.

Em períodos de dúvida, na situação macroeconômica, a predisposição é que exista uma relação maior entre o preço do BTC e o mercado de ações, anulando a descrição de que a criptomoeda seria um ativo de reserva de valor mais elevado que o próprio ouro.

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