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Starbucks planeja investir na tecnologia blockchain

Postado por em 1 de março de 2018 , marcado como , , , ,

A famosa varejista de cafés, a Starbucks, ainda não manifestou interesse em utilizar o Bitcoin como forma de pagamento, o que não quer dizer que a companhia esteja negligenciando a tecnologia que sustenta as criptomoedas.

Starbucks blockchain

(Foto: PixaBay)

Howard Schultz, presidente executivo da Starbucks e o rosto por trás da marca, sugeriu que o blockchain poderia muito bem fazer parte do futuro da empresa, apontando para a possibilidade de uma “moeda digital própria integrada em nosso app”, ele relatou a Fox Business.

“Eu acho que a tecnologia blockchain é provavelmente o caminho no qual um aplicativo integrado da Starbucks poderá ser configurado”.

Investimento em “lojas sem dinheiro”

A declaração não deixa de ser interessante, já que Schultz, na última apresentação de ganhos da empresa, deu a entender que não estava desenvolvendo sua própria criptomoeda ou investindo em uma startup de blockchain.

O que ele faz naquele momento foi apontar o blockchain como um caminho para a criação de um “app para os consumidores” que os levem às moedas virtuais.

A Starbucks, que está conduzindo a sua primeira “loja sem dinheiro” em Seattle, ao adotar pagamentos e tecnologia móvel. “Nos últimos cinco anos a Starbucks criou uma procuração para um sistema de telefonia móvel”, relatou Schultz no Fox Business, destacando o fato de que 50% do consumo é pago através dos smartphones das pessoas. Enquanto que na China, que é líder nesse tipo de transação, quase três quartos do negócio é sem dinheiro.

Blockchain, sim. Bitcoin, não

Entretanto Shultz não mostra interesse no Bitcoin, tendo evitado a criptomoeda devido ao longo tempo das transações e das altas taxas que atormentam a rede.

A tecnologia blockchain pode ser o ponto inicial para a companhia aceitar uma criptomoeda mais propícia aos pagamentos. O livro-razão também poderia atuar no demonstrativo de seu compromisso com ingredientes de boa procedência, já que tem a capacidade de rastrear produtos como o café e o cacau de uma fazenda para outra.

Shultz enfatizou o compromisso da empresa com a comunidade e, por isso, acredita que o livro-razão público é certamente uma boa maneira de registrar e compartilhar essas informações.

O presidente da Starbucks destacou a visão de longo prazo da empresa. Segundo ele o objetivo é se tornar uma marca ainda mais relevante, tanto no nos locais de varejo quanto fora deles. O que ele acredita ser “a verdadeira questão” para a maioria das companhias nos dias de hoje.

Fonte: CCN