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Quadro de Andy Warhol avaliado em US$ 5,6 milhões será vendido através do blockchain

Postado por em 8 de junho de 2018 , marcado como , , , , , , , , , ,

De emissões de títulos a certificados educacionais, a tecnologia blockchain está encontrando cada vez mais novos casos de uso, todos os dias.

Ultrapassando sua aplicação no setor financeiro e industrial, o blockchain do Ethereum será utilizado, em junho de 2018, no processo de leilão de quadros de Andy Warhol, com destaque para a obra 14 Small Eletric Chairs.

(Foto: Camila Marinho Monteiro)

O leilão será realizado pela Dadiani Fine Art, no distrito de Mayfair, em Londres, em parceria com a plataforma de blockchain Mecenas Fine Art. No total, 49% das obras de Warhol estarão disponíveis para venda em 20 de junho e a casa de leilões aceitará Ethereum e Bitcoin como pagamento.

Em relação ao preço, a peça está avaliada em 732 BTC, o correspondente a US$5,6 milhões – valor que pode mudar conforme o câmbio do dia.

Embora não seja a primeira vez que uma peça de arte é comprada usando criptomoedas, estima-se que essa seja a obra mais cara até o momento. Em janeiro de 2018, o Art Stage Singapore, testemunhou a venda de quatro pinturas em troca de criptomoedas.

A fundadora da Dadiani Syndicate, uma braço da Galeria, Eleesa Dadiani, explicou o processo:

“Nosso objetivo é alavancar o futuro dos investimentos em arte para um alcance global. A criptomoeda ampliará o mercado, trazendo novos tipos de compradores de arte e artigos de luxo”.

Blockchain: novo paradigma das artes

Dadiani se imagina como a “Rainha Cripto”. Não faz muito tempo que ela revelou ao The Times que “os ricos do mundo estão procurando novas formas de investimento”.

Ecoando suas ideias, Marcelo García Casil, executivo chefe do Mecenas, acredita que a venda [com criptomoedas] “ajudará a transformar o mercado de arte”.

“Estamos fazendo história. Esse Warhol é a primeira obra de arte de muitos outros que estão por vir”, acrescentou Casil.

O leilão será realizado no Blockchain do Ehereum e um contrato inteligente determinará o preço final da pintura de Warhol.

Embora rumores sobre o impacto da tecnologia blockchain no mundo das artes já venha se propagando, nenhuma realização expressiva foi testemunhada até o momento.

Sem dúvida, as propriedades imutáveis do blockchain podem ser de grande ajuda no campo artístico– uma indústria atolada com falsificações e preços muito irregulares.

Em uma convenção recente em Londres, a cofundadora da Codex Protocol, Jess Houlgrave, revelou que em suas análises de peças de arte que circulam no mercado, ela já encontrou uma estimativa de 40 % de peças falsificadas.

A esse respeito, os benefícios do blockchain vêm imediatamente à superfície – especialmente se levarmos em conta a manutenção de registros rastreáveis em um banco de dados públicos, onde os colecionadores de arte podem consultar a fim de verificar suas peças.

Fonte: CCN