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Passagens aéreas na Venezuela agora podem ser pagas com a criptomoeda nacional

Postado por em 2 de março de 2018 , marcado como , , , , , ,

A criptomoeda venezuelana, o Petro, que tem como apoio as reservas de petróleo do país, continua a gerar manchetes. A novidade recente veio do superintendente de criptomoedas Carlos Vargas, ao anunciar que as companhias aéreas da Venezuela agora podem aceitar a moeda virtual como método de pagamento.

companhias aereas petro

(Legenda: Pixabay)

Seguindo as instruções do presidente Nicolas Maduro, o superintendente Carlos Vargas revelou, através do Twitter, que as “companhias aéreas nacionais estão autorizadas a vender tickets para voos domésticos e internacionais em Petro e outras criptomoedas”.

 

No começo desse mês, Maduro orientou que várias estatais negociassem em Petro ao comprar e vender produtos e serviços. Dentre essas empresas está a PDVSA – empresa estatal de petróleo e gás – bem como a CVG, Corporação Venezuelana de Guayana, um conglomerado descentralizado cujas subsidiárias incluem produtores de metais preciosos.

De acordo a Telesur desde o lançamento do Petro no dia 20 de fevereiro, investidores e empresários de 127 países mostrarem interesse na criptomoeda. O que significa mais de 171 mil pessoas e empresas registradas na pré-venda.

Negócios com a criptomoeda ultrapassam US$ 3 bilhões

No Twitter, o governo ainda revelou que 40,8% dos contribuintes planejam transacionar com o dólar, enquanto que 6,5% irão comprar seus tokens PTR com euro. Bitcoin e Ethereum seguiram com 33,8% e 18,4% na pré-inscrição, respectivamente.

De acordo com pronunciamento de Nicolas Maduro, a venda do token da Petro angariou US$ 735 milhões no primeiro dia. A Telesur reportou que a criptomoeda já “gerou negócios com valores que ultrapassam US$ 3 bilhões”. No entanto nenhuma dessas afirmações é apoiada em qualquer evidência.

Após uma confusão envolvendo o blockchain adotado pelo Petro, observadores descobriram que uma carteira de NEM, pertencente ao governo venezuelano, ainda não havia distribuído nenhum dos milhões de tokens na pré-venda.

Petro Gold, mais uma criptomoeda venezuelana

Conforme destacamos no portal Criptoeconomia, logo após lançamento do Petro, Maduro anunciou uma segunda criptomoeda respaldada pelo ouro e outros metais preciosos, o Petro Gold. Na época do pronunciamento, Maduro ressaltou que esta moeda seria “ainda mais poderosa e fortalecerá o Petro”.

As criptomoedas venezuelanas surgiram em um contexto de grave crise econômica e se constituem como uma ferramenta para driblar as sanções impostas pelos Estados Unidos. Desde o começo, o lançamento do Petro esteve envolto em polêmicas; com senadores dos EUA denunciando a manobra de Nicolas Maduro e a oposição da Venezuela declarando que a criptomoeda é um instrumento “ilegal e inconstitucional”, para hipotecar as reservas de petróleo do país.

Fonte: CCN