Mining

No universo das criptomoedas, a mineração prova ser um dos setores mais lucrativos

Postado por em 6 de fevereiro de 2018 , marcado como , , , ,

A mineração de Bitcoin e das demais criptomoedas se transformou em uma indústria crescente. Com operações cada vez mais competitivas, chips mais rápidos são criados e grandes quantidades de terra são compradas para hospedar instalações de dados em todo o mundo.

(Foto: Pixabay)

Dados registrados em todo o mundo mostram que o empreendimento da mineração tornou-se muito lucrativo para muitas mineradoras e fabricantes de chips. Por exemplo, esta semana foi revelada que a empresa chinesa Bitmain Technologies arrecadou US$ 2.3 bilhões de dólares em receita no ano passado.

A mineração de criptomoedas como o Bitcoin se tronou muito lucrativa para aqueles que sabem como obter eletricidade barata e operar um negócio sólido. Um exemplo disso é o aumento significativo das ações públicas de empresas como a AMD, a TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Co) e muitas outras.

Acontece que, ainda hoje, promover problemas matemáticos complexos para encontrar blocos é um dos setores mais promissores no universo das criptomoedas, e esse fenômeno provavelmente continuará. Um exemplo é o chip de mineração de 16 nanômetros que tem sido um padrão da indústria por algum tempo, mas agora os chips de 12nm, 10nm e 7nm estão chegando e anunciando o futuro.

As duas principais empresas da indústria de mineração

A Bitmain Technologies tem sido uma das maiores fabricante de chip de mineração há muito tempo, oferecendo equipamentos ASIC produzidos em massa com semicondutores de 28nm e 16nm. Uma recente notícia da China’s Digitime relatou que o Bitmain teria encomendado 100 mil chips de 12nm à TSMC e o pedido foi marcado como “urgente”.

“A Bitmain se tornou a segunda maior empresa de design de IC da China, ficando atrás apenas da Hisilicon”, divulgou o relatório. Mesmo com muitas empresas entrando no setor, a Bitmain mantém sua posição de destaque no mercado de mineração em criptomoedas.

Outra companhia que teve um ótimo desempenho no ano passado foi a China’s Canaan Creative. Uma empresa que também cria mineradores de moedas digitais. De acordo com informações de agências locais a Canaan vem desenvolvendo o design de chips semicondutores de 7nm e tem planos para entrar no mercado de Inteligência Artificial (IA). Coincidentemente a Bitmain também está tentando entrar no mercado de IA, com seu hardware semicondutor personalizado.

(Foto: Pixabay)

Peixes novos (ou tubarões) nadarão entre as baleias

Todos esses atuais conglomerados de mineração têm alguma concorrência, já que são inúmeras as empresas com o objetivo de se juntar à indústria de tecnologia e ponta. Quer um exemplo? A empresa japonesa GMO Internet Inc anunciou recentemente a conclusão bem sucedida de chips semicondutores de 12nm Fin FET Compact (FFC). Após concluir esta tarefa, a GMO disse que a façanha a aproximou da realização de “uma tecnologia de processos de 7nm para chipes de mineração”.

De acordo com notícias divulgadas na última semana, a conhecida fabricante de eletrônicos, a coreana Samsung, está entrando no mercado de hardware de Bitcoin e semicondutores. Alegadamente, a Samsung é a fabricante de chips de 10nm para os dispositivos tanto da GPU quanto para a ASIC.

É seguro dizer que a indústria de mineração continuará a ser um negócio bastante lucrativo, mas existiram algumas operações que falharam ao longo do caminho. A exemplo da Arrow Softeare, Hashfast, Vmc e Cointerra.

Algumas das empresas mais antigas como a Canaan e a Bitmain ainda precisam manter a guarda quanto as novas operadoras que chegam ao mercado com processadores mais rápidos. No entanto, as receitas e financiamentos dessas companhias registrados este ano é uma vantagem competitiva, até os recém chegados provem ao que vieram.

Fonte: News.Bitcoin