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NFT LaLiga: futebol espanhol agora tem cards colecionáveis em NFT

Postado por em 9 de September de 2021 , marcado como

Em parceria com startup francesa, a La Liga, principal liga esportiva da Espanha, traz novidades aos fãs de futebol e NFT.

A La Liga, principal liga de futebol da Espanha, informou que vai oferecer NFTs (token não fungíveis) dos jogadores, marcando a última grande investida em criptomoedas da organização esportiva. A novidade segue a tendência mundial do mercado de criptoativos, com lançamentos e investimentos em NFTs.

Os tokens não fungíveis são ativos digitais exclusivos projetados para certificar a propriedade de um item digital, como obras de arte, cartões comerciais, peças de vestuário para avatares (cripto fashion), tudo utilizando a tecnologia Blockchain. No entanto, o NFT não pode ser trocado entre si, diferente de outros criptoativos como Bitcoin, Ethereum e outras moedas. 

A La Liga se une à startup francesa Sorare para lançar seus NFTs. Em sua plataforma, a Sorare permite que os usuários negociem os cartões digitais dos jogadores e gerenciem equipes de cinco em uma série de torneios de futebol fantasia.

A empresa Sorare informou que assinou um acordo de licenciamento exclusivo de longo prazo com a La Liga, que incluirá jogadores de renome e importantes, como Antoine Griezmann do Atlético de Madrid, Vinícius Junior do Real Madrid e Pedri do FC Barcelona, que já foram adicionados à plataforma.

“Hoje é um grande marco para nós porque é a primeira liga das cinco principais a aderir à plataforma”, anunciou Nicolas Julia, CEO e cofundador da Sorare, em entrevista à CNBC.

Os clubes da La Liga receberão royalties sobre as vendas e Sorare ainda pagou uma garantia mínima para ter exclusividade, segundo informado pelo CEO Nicolas Julia.

Indústria do esporte se empolga com mercado cripto e NFTs

A La Liga é uma das muitas associações esportivas que estão apostando no mercado digital de criptoativos. Nos Estados Unidos, a National Basketball Association (NBA), por exemplo, licencia os destaques de jogos em uma plataforma de colecionáveis chamada NBA Top Shot, desenvolvida pela start-up Dapper Labs.

Já no mundo do futebol, o clube inglês Manchester City lançou duas coleções de NFTs para seus torcedores mais fanáticos. Outros vários clubes lançaram os chamados tokens de torcedor, que permitem que os titulares votem em decisões menores do clube e ainda tenham algumas vantagens exclusivas.

No último mês de agosto, foi revelado que parte do pacote de boas-vindas do jogador Lionel Messi no novo clube Paris Saint-Germain incluía o token de torcedor do clube francês, desenvolvido em parceria com a empresa de criptomoedas Socio.com, através do token Chilliz (CHZ).

Além disso, o craque argentino lançou sua própria coleção de tokens não fungíveis de arte criptografada, criada com a sua imagem pelo designer digital BossLogic. A coleção chamada Messiverso celebrou as conquistas de Messi com obras intituladas “homem do futuro”, “vale o quanto pesa”, “a peça do rei”. Os NFTs do jogador foram lançados na plataforma Ethernity Chain (ERN).

Os tokens não fungíveis e a alta no mercado mundial de cripto

No início de 2021, as vendas de NFTs dispararam. Uma peça do artista digital Beeple foi vendida por cerca de US$ 70 milhões no mês de março, enquanto a empresa Visa comprou um colecionável chamado CryptoPunk para somar à sua coleção retrô, desembolsando quase US$ 150 mil em Ethereum (ETH).

Os defensores dos tokens não fungíveis afirmam que eles são uma forma de alcançar a escassez e propriedade verificáveis de mídia digital, que podem ser reproduzidas e ainda distribuídas em grande escala graças à disponibilidade gratuita de conteúdo na internet.

Os críticos, no entanto, veem a tendência NFT como uma potencial bolha em um mercado de investimentos altamente especulativos. Os ativos também deram origem a uma série de golpes, como a obra falsa de Banksy, vendida por mais de US$ 300 mil por um possível hack no site do artista. A repercussão do golpe foi tão grande que a vítima, que utiliza o nome de Pranksy, teve seu dinheiro devolvido pelo hacker após algumas horas.

A startup Sorare afirmou ter processado mais de US$ 130 milhões em vendas através da sua plataforma desde o início de 2021, esperando mais de US$ 200 milhões até o final do ano. Atualmente a plataforma conta com mais de 500 mil usuários registrados no total.

Em suas expectativas, Sorare também espera assinar cada uma das 20 principais ligas de futebol pelo mundo até o final do ano que vem,

A empresa Sorare, fundada em 2018, está supostamente preparando uma rodada de financiamento de US$ 530 milhões, o que poderia lhe resultar em uma avaliação de pelo menos US$ 3,8 bilhões, de acordo com a Insider. No entanto, a startup não quis comentar o relatório.

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