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MPF autoriza a venda dos R$ 150 milhões em BTC apreendidos

Postado por em 20 de September de 2021 , marcado como , ,

Ministério Público Federal (MPF) autorizou a venda dos R$ 150 milhões em BTC que foram apreendidos na GAS Consultoria.

Essa foi a maior apreensão de criptomoedas do país.

MPF autoriza liquidação de criptomoedas

O MPF ordenou a venda das criptomoedas que foram apreendidas na casa do proprietário da empresa GAS Consultoria.

A chama “operação Kryptos” resultou na apreensão de criptomoedas

No último dia 25 de agosto foram encontrados R$ 150 milhões em Bitcoins de posse da GAS consultoria, suspeita de ser uma pirâmide financeira.

Assim, a Câmara Criminal do Ministério Público Federal decidiu em sessão nesta segunda-feira que essas criptomoedas devem ser vendidas imediatamente.

Esta é a última decisão atualizada da “Operação Kryptos” até o momento.

Valores em reais estarão à disposição do MPF na Justiça

A investigação foi feita conjuntamente pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-RJ) do MPF, a Polícia Federal e a Receita Federal.

Nela se descobriu e desmontou um suposto esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimentos em Bitcoin liderado por Glaidson com o nome de GAS Consultoria.

A empresa garantia a seus clientes um ganho mensal de 10% sobre o montante aplicado, porém não tinham nem o registro nos órgão regulatórios para fazer as operações.

De acordo com um manual de boas práticas feito no ano de 2019 no cenário da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), as criptomoedas foram provisoriamente transferidos a uma conta aberta pelo Ministério Público Federal numa exchange daqui do país de criptoativos em seguida da apreensão.

Os procuradores decidiram pela venda instantânea do valor apreendido, pois o BTC é um ativo que varia muito e oscila demais, por isso, poderia decorrer em prejuízo aos clientes que investiram na empresa GAS Consultoria, fora os riscos de segurança e proteção acerca da custódia de ativos digitais que precisam ser reduzidos.

Por conta da singularidade do caso, os procuradores encarregados da investigação decidiram consultar a Câmara Criminal do MPF acerca da deliberação e a decisão foi unânime pela aceitação da proposta dos procuradores.

Ficou resolvido e decidido que os Bitcoins serão vendidos em partes e em moeda nacional.

O valor levantado vai ser transferido para uma conta judicial no foro onde o processo está.

A Câmara também determinou a formação de um grupo de serviço com o objetivo de fazer manuais de atuação próprios sobre crimes financeiros acerca de criptoativos, pois está cada vez mais frequente no país.

Habeas Corpus rejeitado e saques bloqueados

Jesuíno Rissato, desembargador do STJ, nesta quarta-feira rejeitou um pedido de habeas corpus de Glaidson Acácio dos Santos.

O juiz considerou em sua decisão que possui um alto risco de fuga e, por conta disso, existe uma chance de prejuízo irreversível às vítimas.

Nesse meio tempo, a GAS Consultoria interrompeu os pagamentos de seus clientes.

Em uma nota pública a empresa culpou a justiça pela situação.

Na nota que escreveu, a empresa declara sempre ter “honrado seus compromissos pontualmente”.

Porém, de agora em diante não poderá mais fazer pois seus bens foram bloqueados judicialmente.

“A G.A.S. Consultoria informa a seus clientes que foi atingida por uma ordem judicial de bloqueio de R$ 38 bilhões, valor muito superior ao montante global de seus compromissos com seus contratantes. A G.A.S. Consultoria comunica ainda que possui patrimônio mais do que suficiente para honrar todas as obrigações assumidas. Mais ainda, comunica ter requerido à justiça o desbloqueio de bens, ao menos no limite necessário para evitar atrasos de pagamentos ajustados, o que não decorre de sua vontade ou responsabilidade”, diz a nota.

No âmbito policial, Mirelis Zerpa, que é a esposa de Glaidson e Vicente Gadelha Rocha Neto, também são peças importantíssimas e ambos continuam foragidos.

Na “Operação Kryptos”, em sua segunda etapa, a justiça expediu dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão com o intuito de aumentar o objetivo da investigação.

Porém, até agora, nenhum deles foi preso.

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