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Minerador de Bitcoin da Kodak é cancelado após suspeita de fraude

Postado por em 19 de julho de 2018 , marcado como , , , , , , ,

A Kodak, conhecida por sua relevância no setor da fotografia, cedeu seu nome para o produto Kashminer que, em janeiro desse ano, foi apresentada como uma máquina capaz de minerar Bitcoin, na feira de tecnologia CES, em Las Vegas.

Mas após acusações de fraudes, a empresa por trás do projeto de criptografia da Kodak confirmou que o plano entrou em colapso e, portanto, o produto não estará mais disponíveis para os clientes.

Minerador de Bitcoin da Kodak é cancelado após suspeita de fraude

(Fonte: Pixabay/ philm1310)

A Kodak Kashminer é um produto da Spotlite USA, uma das muitas empresas que licenciam a marca Kodak. A plataforma mineradora foi revelada junto com a KodakCoin, moeda digital proposta pela gigante de fotografias, conforme noticiamos no Portal Criptoeconomia.

De acordo com o CEO da Spotitle, Halston Mikail, a empresa planejava “instalar centenas de dispositivos na sede da Kodak em Rochester, Nova York, a fim de aproveitar a eletricidade barata oferecida por uma usina local”, ele informou à BBC. Mikail ainda acrescentou que 80 dispositivos já estavam em operação.

No entanto, a Kodak disse à agência de notícias que “o empreendimento nunca foi oficialmente licenciado e, por isso, nenhum dispositivo havia sido instalado”.

Embora a Spotlite esteja autorizada a usar a marca Kodak para produtos de iluminação de LED, ela não estava habilitada para usar o nome da empresa em equipamentos de mineração. Um porta-voz da companhia de fotografia explicou:

“Embora você tenha visto unidades do nosso parceiro Spotlite no CES, o Kashminer não é um dos produtos licenciados da marca Kodak. As plataformas não foram instaladas em nossa sede”.

Mudança de planos

O Licenciado planejava alugar as máquinas por uma taxa inicial e permitir que os clientes “mantivessem uma parte de qualquer Bitcoin gerado”. E segundo anuncio do produto, seria “um investimento inicial de US$ 3.400 que geraria ganhos de US$ 375 por mês durante dois anos, a partir da mineração de Bitcoin”.

No entanto, alguns críticos chamaram essa oferta de fraudulenta, citando propagandas de lucro inatingível e enganosas. Além disso, os cálculos não levam em conta as dificuldades de mineração, que vêm aumentado cada vez mais.

Promessas de um rendimento estável com mineração de Bitcoin são frequentemente desacreditadas. Isso porque o minerador passa a ganhar menos do pool compartilhado e por taxa de mineração à medida que mais pessoas adicionam seu hashpower à rede.

Do início do ano pra cá, a receita dos mineradores de Bitcin caiu de aproximadamente US$ 33 milhões para menos de US$ 10 milhões.

Mikail disse à publicação que “a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) impediu que o plano fosse adiante”.

Com novos planos, em vez de alugar a capacidade de mineração, sua empresa agora “executará suas operações de forma particular com equipamentos instalados na Islândia”, acrescentando que “o plano [original] entrou em colapso.

Fonte: News.Bitcoin