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Interesse em criptomoedas aumenta entre os mais ricos, mas investimento ainda é visto com cautela

Postado por em 22 de junho de 2018 , marcado como , , ,

Apesar de ver seu retorno de investimento acima dos 20% em 2017, as pessoas mais ricas do mundo dizem que não estão totalmente satisfeitas com seus gestores de criptomoedas e, por isso, querem aprender mais sobre o assunto.

Interesse em criptomoedas aumenta entre os mais ricos do mundo, mas falta conhecimento sobre o assunto

(Foto: Pixabay)

Embora o público em geral ainda esteja cético sobre as criptomoedas, como o Bitcoin, um número crescente de pessoas expressa o desejo de entende-las melhor.

29% dos “indivíduos com alto patrimônio líquido”, definidos pela pesquisa da Capgemini, expressou um alto interesse em comprar ou manter moedas digitais, enquanto que 27% disseram estar apenas interessados no assunto.

Sally Young, uma empresaria que já fez milhões em investimentos imobiliários nos EUA e nas Filipinas, ponderou que está relutante em investir em criptomoedas no momento por não saber o suficiente sobre elas.

“Quando eu invisto meu dinheiro, eu preciso saber exatamente em que estou apostando”, disse. “Com o Bitcoin, parece muito difícil entender como o sistema realmente funciona e as histórias que ouço são boas demais para ser verdade”, explicou ela.

As constantes oscilações das criptomoedas e a desconfiança de importantes instituições financeiras, talvez seja um importante balizador para entender a cautela.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS), por exemplo – que é a agência coordenadora dos bancos centrais do mundo – é por definição conservador.

Em seu relatório anual, divulgado no dia 17 de junho, a agência disse que “o Bitcoin e outras criptomoedas são um substituto pobre ao dólar, euro e outras criptomoedas. Porque elas não escalam com a demanda crescente, exigem excessiva quantidade de energia e flutuam muito em valor”.

Desconfianças

Em uma análise recente, o BIS também destacou que as moedas digitais são “insuficientes em todas as três medidas de utilidade como moeda”, conforme relatou a Reuters.

 “Seus preços podem flutuar descontroladamente, tornando-as frágeis substitutos de moedas fiat para transações – o que requer relativa estabilidade para comparação de preços. Por razões parecidas, elas ficam aquém das propostas de investimentos porque elas não podem confiar em uma reserva de valor”.

Apesar das incertezas regulatórias e da grande cautela em relação as criptomoedas, a crescente demanda sobre informações em todo o mundo pode forçar as empresas de gestão de patrimônio a “pelo menos oferecer um ponto de vista sobre o assunto”, ponderou o World Wealth Report.

O Japão, por exemplo, que é considerado um dos países mais entusiasmados com as criptomoedas, contabilizou que 17,2% da população havia investido em ativos digitais.

Olhando mais de perto, verificou-se que mais da metade dos investidores tinham menos de 30 anos, com 52,3% desse grupo apostando menos de US$ 45.500.

No entanto, quase 50% do total de pessoas que responderam a pesquisa afirmaram que não investirão em criptomoedas no futuro.

Fonte: News.Bitcoin