Mercado Regulamentação

Exchange de criptomoedas Buda sofre mais um embargo bancário, dessa vez na Colômbia

Postado por em 13 de junho de 2018 , marcado como , , , , , , ,

A Buda, principal exchange de criptomoedas da América Latina – presente nos mercados argentino, chileno, colombiano e peruano – subitamente se tornou alvo de um bloqueio financeiro das instituições bancárias da Colômbia.

Essa não é a primeira vez que a casa de câmbio protagoniza tal situação. Em março desse ano, a Buda experimentou o encerramento de seus serviços bancários no Chile.

Exchange de criptomoedas Buda sofre mais um embargo de serviços bancários, dessa vez na Colômbia

(Foto: Pixabay)

O CEO da Buda, Alejandro Beltran, confirmou que o Bancolombia, Davivienda e BBVA cancelaram todos os serviços financeiros fornecidos à bolsa por meio de um e-mail enviado aos clientes.

A exchange, por sua vez, procurou garantir aos clientes que, apesar das interrupções nas operações de câmbio, seus fundos continuam protegidos e em segurança.

Embargos direcionados

Reportagens locais atribuíram o embargo a um alerta emitido pela Superintendência Financeira em fevereiro, encorajando os bancos a evitarem firmar contratos com a Buda.com.

O banimento não tem como alvo as demais exchanges do país, com a mídia local reforçando que “outras trocas de criptomoedas locais permanecem abertas e desimpedidas”, já que nem a Panda Exchange e a Bitinka reportaram o fim dos serviços bancários.

O embargo financeiro contra a Buda chegou em um momento de crescente atenção parlamentar a respeito das criptomoedas.

Durante recente debate no Senado colombiano – com a participação da Superintendência Financeira do país, do Banco da República e da Associação Nacional dos Bancos – o senador Antonio Navarro Wolff afirmou que “o Estado assumiu a tarefa de alertar sobre os riscos de operações com criptomoedas, mas não tomou medidas ou ações para dificultar ou prevenir tais operações”.

Ele ainda acrescentou ser necessário avançar na questão das criptomoedas, para estar no nível dos países familiarizados com a tecnologia.

Obstáculos no Chile

Em março, a Buda, juntamente com as exchanges de criptomoedas Cryptomarket e Orionx, se tornaram alvo de um embargo bancário agressivo das sete principais instituições financeiras do Chile, incluindo o Banco del Estado de Chile.

A troca de criptomoedas entrou, então, com uma ação no tribunal do Chile pela Defesa da livre Concorrência, levando à justiça a ordenar que o Banco del Estado de Chile, o Scotiabank e o Itaú Corpbanca reabrissem as contas da Buda e da Cryptomarket.

O Banco del Estado de Chile confirmou que cumprirá as ordens do tribunal. No entanto, nem o Scotiabank ou o Itaú indicaram suas intenções de reabrir as contas das trocas de criptomoedas.

Fonte: News.Bitcoin