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Etiópia utiliza tecnologia blockchain para rastrear café

Postado por em 4 de maio de 2018 , marcado como , , , , , ,

O café é uma matéria prima crucial para a Etiópia. Inclusive muitos estudiosos acreditam que foram naquelas terras férteis que a semente foi descoberta, nos anos 1400. Seis séculos depois o país utiliza a tecnologia blockchain para rastrear a cadeia de suprimento do seu produto de maior exportação.

Etiópia utiliza tecnologia blockchain para rastrear café

(Foto: Pixabay)

Ao contrário do que acontece no Brasil ou em outras regiões do mundo, o café cresce livremente nos planaltos da Etiópia.

“Este é o único lugar onde o café apenas cresce”, revelou o descendente de etíopes e irlandeses, John O’Connor, diretor de operações da IOHK na África, para o Bitcoin Magazine. “Você não precisa fazer nada”. Por causa disso pouco investimento foi feito para melhorar a eficiência da produção do café, comentou.

95% do café cultivado na Etiópia vem de pequenas propriedades e fazendas rurais e, por isso, um dos maiores desafios é provar a sua origem. É aí que entra o blockchain.

O país do leste africano estabeleceu uma parceria com a empresa de pesquisa e desenvolvimento de Blockchain, IOHK, para aplicar a tecnologia às logísticas de exportação e em outras áreas da agricultura.

A assessoria de comunicação da IOHK disse que está colaborando com o Ministério de Ciências e Tecnologia da Etiópia e trabalhará de perto com startups e empresários do país.

Getahun Mekuria, ministro de Ciência e Tecnologia comentou que a pesquisa está se concentrando na plataforma de blockchain Cardano.

Responsabilidade social

Uma vez que os dados são armazenados, os compradores saberão com certeza se o café é puro e de onde veio. Já os órgãos fiscalizadores, poderão obter informações sobre quaisquer pesticidas usados na produção, por exemplo.

De acordo com Charles Hoskinson, CEO da IOHK, os esforços da empresa vão além do projeto de rastreamento.

“Nós estamos treinando desenvolvedores locais de blockchain, alguns dos quais iremos contratar. A primeira classe será toda feminina e o objetivo é ter graduados aptos para continuar criando empreendimentos utilizando a tecnologia Cardano”.

As aplicações do blockchain também terão o potencial de fazer pagamentos e conceder empréstimos aos agricultores. “O café impulsiona a economia aqui e há muito potencial pata melhorá-la; esperamos que com a tecnologia blockchain”, ressaltou O’Connor.

A IOHK não é a primeira empresa a contemplar o rastreamento de café a partir do blockchain. A Starbucks atualmente trabalha em um projeto que visa acompanhar produtores da Costa Rica, Colômbia e Ruanda. Enquanto que a startup Bext360, com sede no Colorado, EUA, está utilizando a tecnologia blockchain para verificar o café de Uganda.