Regulamentação

Diretor do Banco Central da China defende a centralização do blockchain

Postado por em 27 de abril de 2018 , marcado como , , , ,

O diretor de moeda digital do Banco Popular da China (PBoC), que também atua como Banco Central do país, defendeu que a descentralização excessiva da tecnologia blockchain é um falha fatal que soterra o Bitcoin, o Ethereum e as demais criptomoedas.

Diretor do Banco Central da China defende a centralização do blockchain

(Foto: Pixabay)

Em um artigo para o editorial de negócios da Yicai, o diretor Yao Qian, argumentou que é impossível exercer uma governança informal e descentralizada de blockchain em larga escala.

Para ele, a solução para este problema é centralizar a tecnologia através de um governo central.

“De fato, relaxando as restrições de descentralização, muitos problemas podem ser solucionados. Por exemplo, em um sistema multicenter como uma cadeia de coalizão, atualizar a base do blockchain através de uma intervenção de emergência, ou desligar o sistema, são meios disponíveis quando necessário. E esses métodos ajudam a controlar os riscos e corrigir erros”.

Para provar sua teoria, Yao citou o hackeamento do DAO e a subsequente separação entre o Ethereum (ETH) e o Ethereum Classico (ETC).

Sem o consenso da comunidade

Na estrutura proposta por YAO, o PBoC teria a capacidade de pausar ou encerrar o sistema, reverter transações e outros dados, bem como promover atualizações de software sem a necessidade de consenso da comunidade.

Yao não é o primeiro funcionário da agência reguladora chinesa a argumentar que os bancos centrais deveriam adotar a tecnologia distribuída, mas manter uma estrutura de governança centralizada.

Em março, Zhang Ye, diretor da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC), disse que “a descentralização absoluta do blockchain não é válida porque a tecnologia em si é um software e como software, deve ser centralizado”.

Anteriormente, Fan Yifei, vice-presidente do PBoC, comentou que uma moeda digital do Banco Central deveria ter “anonimato controlável” para que o governo pudesse impedir a lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

Fonte: CCN