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Conselhos de uma empreendedora chinesa no ecossistema das criptomoedas

Postado por em 20 de agosto de 2018 , marcado como , , , , ,

Em um ambiente cada vez mais concorrido, se destacar no mercado das criptomoedas pode ser um verdadeiro desafio, principalmente se você for uma mulher nessa indústria.

Sob a perspectiva oriental, a multiempreendedora chinesa Sa Wang – com várias empresas de sucesso no setor de tecnologia e blockchain – discorre, em um artigo para a Coindesk, sobre a relação feminina com as criptomoedas em países do oriente e dá alguns conselhos para as que querem investir nessa área.

Conselhos de uma empreendedora chinesa no ecossistema das criptomoedas

(Foto: Pixabay)

Muito consciente do contexto econômico no qual as criptomoedas estão inseridas, logo no começo do artigo, Sa Wang aborda que apesar de as ICOs serem proibidas na China, o país asiático é responsável pela metade dos pedidos de patente relacionados ao blockchain no mundo.

Wang então ressalta o apetite voraz por riqueza digital e a mentalidade de enriquecimento rápido, predominante na China, mesmo com o comércio de Bitcoin, e demais criptomoedas, estar vivendo um impasse virtual no país.

Para a empreendedora, essa mentalidade torna muito difícil para os defensores sérios da blockchain – especialmente às mulheres, que tem que lutar por uma voz – minimizar a algazarra e evangelizar uma mensagem que tenha efeito em longo prazo.

Wang pondera que a disparidade quantitativa relacionada ao número de atores dessa indústria é semelhante aos desafios enfrentados em qualquer lugar do mundo: pouquíssimas mulheres em um ambiente predominantemente masculino.

Mas, segundo a empreendedora, o ecossistema chinês é agravado pelos boatos especulativos de caos e “farsa” do espaço criptográfico.

Comunidade forte

Em meio as desvantagens regulatórias e especulativas vividas pelo país, Wang revele o que considera ser o maior trunfo do ecossistema chinês: a comunidade. E, para ela, esses grupos voltados para as discussões sobre criptomoedas e tecnologia blockchain podem ser o diferencial que ajudará as mulheres a se destacarem.

Como o Twitter e a Youtube são proibidos na China, o WeChat (uma resposta nacional ao Whatsapp) se tornou o hub comunitário preferido das chinesas. Os grupo de blockchain do aplicativo contam com 300 a 500 membros que compartilham e discutem as questões propostas pelos empreendedores e suas startups.

Um desses grupos é o Blockchain Ladies. Para Wang, a comunidade desempenha um papel crucial no empoderamento e na conexão das mulheres chinesas que atuam no setor de criptomoedas. Ao tempo em que “coloca em relevo a distância que precisamos percorrer antes que o espaço esteja próximo de ser equalizado”.

Conselhos

Em sua larga experiência no ambiente de criptomoedas e blockchain, Wang constatou que as mulheres precisam ser duas vezes mais fortes e dedicadas se quiserem se destacar nessa indústria.

E sugere o caminho da educação como solução para o grupo feminino interessado. Isso porque, Wang percebeu que muitos milionários de criptomoedas sabem muito pouco, além dos prós e contras do mercado.

Ela aconselha que as mulheres descubram suas motivações ao entrar nesse ecossistema, pesquisem bastante e se aliem com outras mulheres e homem a quem confiem para formar uma rede que as capacitem a fim de alcançarem seus objetivos.

A empreendedora não condena as pessoas que “entram nesse barco” simplesmente por causa do dinheiro, mas que ter um propósito maior pode ser o motivo que fará a pessoa interessada persistir. Em suas palavras:

“Entrei nesse espaço encantada com a ideia de descentralização. Minha missão pessoal é comunicar por que a blockchain é importante e como pode ser usada em um mundo real, porque eu acredito que ela pode mudar o mundo”.

Ela completa que esse será um longo caminho de educação que, provavelmente, levará anos. No entanto, Wang acredita que o hype do “fique rico rápido” diminuirá para dar espaço as potencialidades da blockchain e das criptomoedas. Por fim, ela conclui:

“Eles podem se divertir construindo montes de dinheiro, mas eu estou construindo o futuro”.

 O artigo original e completo está disponível, em inglês, no site do Coindesk.