Casos de uso

Como a blockchain mudará a forma como você, artista, trabalha

Postado por em 20 de julho de 2018 , marcado como , , , , ,

Seja você um músico, pintor, fotografo, designer, roteirista ou produtor de conteúdo. Prepare-se: Os desdobramentos da tecnologia blockchain mudarão a forma como você monetiza seus trabalhos criativos.

Como o blockchain mudará a forma como você, artista, trabalha

(Foto: Pixabay/Pexels)

Propriedade intelectual

Um dos maiores desafios enfrentados pelas pessoas que vivem de arte diz respeito a proteção da propriedade intelectual.

Hoje em dia é muito fácil para qualquer pessoa fazer o download do seu trabalho e utiliza-lo para fins pessoais, sem o seu conhecimento ou aprovação. Sabe aquela ilustração bonita que você fez? Pode estar enquadrada na parede da casa de alguém.

Mas com o advento da blockchain, o processo de defesa da propriedade intelectual se tornou muito mais simples. Pois ela permite que o artista reivindique e garanta a criação da obra. Como isso é possível?

Através do livro-razão descentralizado…

As criptomoedas, como o Bitcoin, não são revolucionárias porque são digitais. O sistema de pagamento eletrônicos tem sido norma desde os anos 90.

Mas o Bitcoin é considerado inovador porque não precisa de bancos ou outras instituições financeiras para controlar as transações. Tudo é feito a partir de um livro aberto para qualquer pessoa que utilize o sistema.

A tecnologia descentralizada da blockchain se constitui em um modelo muito difícil de ser corrompido. Isso porque os dados armazenados nos “blocos” são mantidos em diferentes sistemas de servidores em todo o mundo (é daí que vem a ideia da descentralização, entendeu?)

Essa capacidade de gravar a propriedade intelectual de uma obra na blockchain protege os artistas menores que não têm como acionar uma equipe de advogados para defender e comprovar sua criação, por exemplo. E isso leva a outra coisa…

A redução dos intermediários

A redução de intermediários da equação não está restrita a proteção legal dos direitos autorais, mas também as gravadoras, editoras e demais agentes que atuam como ponte entre o artista e seu público.

Plataformas como a Ascribe e Paratii, possibilitam que os criativos comercializem seu trabalho e sejam remunerados sem a necessidade de um atravessador.

Transparência e autenticidade

Outra vantagem do blockchain é garantir que a obra de arte vendida seja, de fato, autêntica. Isso porque a cadeia de blocos anexa um certificado digital que pode ser utilizados em futuras vendas e transações. Seria uma espécie de cartão de vacina da obra, já que toda nova transação que a envolva ficará armazenada e não poderá sofrer alterações.

Em uma indústria de rápidas transformações, não podemos garantir o que virá a seguir. Mas uma coisa é certa: a tecnologia blockchain terá presença constante e cada vez maior no nosso dia-a-dia.

E para os artistas que acreditavam que a internet era uma terra sem leis e dificultava a proteção das suas obras, hoje ela se mostra uma grande aliada. Parece que o jogo está virando, não é mesmo?