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Cenário geopolítico negativo leva a queda das bolsas mundiais

Postado por em 16 de August de 2021 , marcado como

O cenário geopolítico impacta negativamente no mercado financeiro levando bolsas globais a quedas. Juntamente com isso, investidores aguardam balanços do mundo corporativo.

As bolsas de valores ao redor do mundo tiveram quedas nesta segunda-feira (16). A queda vem logo depois de uma semana de dados econômicos positivos para os Estados Unidos. Investidores monitoram o impacto geopolítico da invasão do Talibã na capital Cabul (Afeganistão), forçando a saída das forças americanas do país.

Dados econômicos positivos marcaram a última semana nos Estados Unidos, com a Dow Jones fechando a semana com alta recorde de 0,8% em 35.515,38 pontos, S&P fechou em alta de 0,7% e 4.468 pontos. Nasdaq, no entanto, fechou em queda de 1%, marcada por ações no setor de tecnologia.

O Departamento de Emprego dos Estados Unidos informou na quarta-feira passada (11) que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) teve um crescimento de 5,4% no mês de julho comparado a 2020, e 0,5% em relação ao mês anterior, junho.

O núcleo da inflação cresceu 4,3% na comparação anual, e 0,3% em julho na comparação mensal. O indicador exclui os preços de energia e alimentação, mas é considerado pelos economistas como uma medida confiável. Analistas encararam o índice como sinal de que a inflação está controlada. 

O Departamento de Emprego anunciou na quinta-feira (12) os novos pedidos semanais de seguro-desemprego. A soma dos pedidos ficou em 375 mil, apresentando uma queda na terceira semana seguida.

O índice de sentimento econômico da Universidade do Michigan registrou para agosto 70,2 pontos, sendo o mais fraco desde dezembro. No entanto, o medidor de preços ao consumidor ficou mais forte do que o esperado.

Segundo dados compilados do FacSet, 87% das ações listadas na S&P informaram resultados acima do esperado até o momento. Se o patamar se manter, será o mais elevado registrado desde 2008 pelo FacSet. 

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda na sua maioria. Os investidores reagiram à divulgação dos dados econômicos chineses relativos a julho. Os dados apontam alta de 8,5% nas vendas do varejo em comparação anual, ficando abaixo da expectativa de 11% da agência Reuters. A produção industrial teve crescimento de 6,4% no mesmo período, ficando abaixo da expectativa de 7,8%, segundo a Reuters. 

O Escritório Nacional de Estatísticas da China analisou os fatores para desempenho abaixo das estimativas e citou que incertezas externas como pandemia de Covid e enchentes impactam diretamente na economia.  O escritório também afirmou que a recuperação econômica é instável e desigual.

Na China continental os índices também mostram quedas. O componente Shenzhen perdeu 0,712% fechando em 14.693,74 pontos, o índice Hang Seng, em Hong Kong, fechou em 26, 181,46 pontos, com perda de 0,8%. 

No Japão, o Nikkei perdeu 1,62%. No entanto, o PIB japonês mostrou avanço de 0,3% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. O índice ficou acima da estimativa de alta de 0,2% prevista pela Reuters. 

As bolsas da Europa registraram queda nesta segunda-feira. Investidores aguardam a divulgação dos dados econômicos enfraquecidos e monitoram as notícias geopolíticas e os impactos delas na economia.

O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 corporações dos principais setores do mercado de 17 países da Europa, perdeu 0,3%. No entanto, as ações dos setores de varejo, gás, viagem e lazer perdem mais de 1%. 

Os principais indicadores registrados às 6h30 (horário de Brasília):

Europa: 

  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,93%
  • Dax (Alemanha): -0,54%
  • CAC 40 (França): -0,8%
  • FTSE MIB (Itália): -0,36%

Ásia: 

  • Nikkei (Japão): -1,62%
  • Shanghai SE (China): +0,03% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong): -0,8% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,16% (fechado)

Estados Unidos:

  • Dow Jones Futuro: -0,22%
  • S&P 500 Futuro: -0,21%
  • Nasdaq Futuro: -0,13%

Bitcoins e Commodities:

  • Petróleo WTI: -1,023% (US$ 67,74 o barril)
  • Petróleo Brent: -0,91% (US$ 69,95 o barril)
  • Bitcoin: +2,58% (S$ 47.152,98)
  • Minério: contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian cotados a 850,5 iuanes, que equivale a US$ 131,35 (nas últimas 24h) e alta de 2,29%.
  • USD/CNY: 6,47

Sem grandes divulgações previstas para o restante da segunda, o foco dos investidores se voltam para resultados e balanços do segundo trimestre.

CVC

A CVC (CVCB3) é uma das principais empresas no assunto “trade de reabertura” e os investidores ainda avaliam os resultados apresentados na última sexta-feira (13). A empresa apresentou perdas de R$ 176,2 milhões, resultado das restrições de mobilidade da pandemia. 

No entanto, as estimativas eram um prejuízo ainda maior, de R$ 221,4 milhões, como apontou a Bloomberg. Apesar disso, a receita líquida ficou em R$ 115,5 milhões, representando um avanço de 3 milhões reais em comparação ao mesmo período de 2020.

IRB

A empresa IRB (IRBR3) apresenta esta noite seu balanço. Com acúmulo de queda de 85% desde o início de 2020, a resseguradora enfrentou escândalos e os investidores ficam à espera da recuperação do valor dos papéis.

Para o segundo trimestre, o mercado espera um lucro de R$ 28 milhões em relação aos R$ 685 milhões de prejuízo no mesmo período de 2020. A IRBR3 é uma das ações abaixo de 10 reais que pode interessar investidores mais especulativos.

Méliuz

A expectativa para o balanço da Méliuz (CASH3) é de alta. No primeiro semestre, a empresa registrou crescimento de 228% da base de clientes ativos para 7,1 milhões. Desde a divulgação do primeiro trimestre, as ações subiram 66%.

Ânima

A Ânima (ANIM3) apresentou seu balanço na manhã desta segunda-feira, registrando lucro de R$ 18,7 milhões. A receita anual também teve alta de 65%, ficando em R$ 586 milhões, superando as estimativas da Bloomberg de R$ 557,3 milhões. 

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