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Diretor do CBOE rejeita acusação de irresponsabilidade por lançar futuro de Bitcoin

Postado por em 12 de dezembro de 2017 , marcado como , , , , , ,

Diretor executivo do CBOE refuta críticas que vão de encontro ao lançamento da empresa no mercado de futuro de bitcoin, rotulando-as de “golpe baixo”.

(Foto: Pixabay)

O Presidente e diretor executivo do CBOE, Edward Tilly, entrou em combate com as críticas que consideraram o lançamento de futuro de bitcoin apressado, afirmando que estava trabalhando sob a supervisão do mercado regulatório “por meses e meses e em todos os níveis”, que que antecederam o lançamento.

Por outro lado, a Future Industry Association (FIA) – um influente grupo de lobby de Wall Street, que possui membros como JPMorgan Chase e Goldman Sachs – escreveu uma carta à Commodity Futures Trading Commission (CFTC), na última semana, criticando o lançamento de futuros de bitcoin do CBO por “não permitir transparência e saída pública adequada”.

O CBOE funciona sob um regime auto-certificado que lhe permite validar seus próprios produtos derivados, de forma legal. “Este processo não distingue o perfil de um produto de risco ou de natureza única”, escreveu o diretor do FIA, Walter Lukken, em sua crítica. “Nós acreditamos que o acelerado processo de auto-certificação para este novo produto não se alinha com os riscos potenciais que estão subjacentes às suas negociações, e deve ser revista”. E acrescenta que uma discussão pública deveria ter ocorrido antes do laçamento de futuros de bitcoin da CBOE.

Em entrevista ao Financial Times, Tilly recusou as críticas, considerando-as fora de propósito e como um golpe baixo:

“Eu considero cartas como esta, enviado para o nosso regulador CFTC, um golpe baixo. Uma arbitrariedade que faz parecer que esta foi uma certificaçãoo feita na calada da noite sem o envolvimento do CFTC. É muita irresponsabilidade. Eu respeito todas as preocupações que a indústria tem, mas quando isto é articulado da forma que a FIA fez, nem tanto”.

Jogando as regras do jogo

Till ressaltou ainda que o CBOE registrou as reclamações do bilionário Thomas Peterffy, fundador e presidente da corretora Interactive Brokers. Peterffy, escreveu uma carta, também publicada no Wall Street Journal, considerando que os produtos de bitcoin e as criptomoedas devem ser mantidas afastada da “economia real”.

Curiosamente, Tilly não desconsiderou um cenário futuro em que o CBOE possua e opere sua própria plataforma de negociação com bitcoin. “Talvez um dia. Neste momento nós lidaremos com o que já conhecemos”, podenderou.

O lançamento do CBOE, no domingo, foi precursor e passou a frente do concorrente de Chicago, o grupo CME; que lançará seus futuros de bitcoin na próxima segunda-feira, 18 de dezembro.

Fonte: Cryptocoins News