Mercado Regulamentação

Casa de câmbio coreana de criptomoedas, o Korbit, interrompe depósitos de não cidadãos

Postado por em 22 de janeiro de 2018 , marcado como ,

A casa de câmbio de criptomedas sul coreana Korbit, proibiu os não cidadãos de depositar a moeda local em sua plataforma.

(Foto: Koreapost)

A Korbit afirmou, em um anúncio, que o serviço de conta virtual será encerrado este mês, a fim de introduzir contas anexadas às identidades dos usuários – conforme ordem recente dos reguladores locais – em um movimento que objetiva acalmar as especulações em torno do mercado de criptomoedas, bem como a lavagem de dinheiro.

Como parte desta mudança, os estrangeiros não poderão mais depositar fundos em suas contas. Segundo o termo: “Se você não é um cidadão coreano, o depósito em KRW [moeda local, também conhecida como Won] para trocas de moedas virtuais locais será interrompida quando haverá uma migração para o novo método de depósito da KRW, em janeiro. A situação se aplica para os residentes locais e aos não residentes”.

A Kobit acrescentou que os estrangeiros não terão permissão para depositar o Won “em qualquer exchange doméstico de ctriptomoedas”, quando o novo sistema for implementado. De acordo com relatórios, o governo já indicou que banirá os não residentes e menores de idade de negociar com as moedas digitais.

Contas virtuais identificadas

No começo desse mês, a Coreia do Sul anunciou que começaria a implementar os novos regulamentos que proíbem as contas anônimas para trocas de criptomoedas, na segunda metade de janeiro.

A proposta essencialmente fortalece as regras KYC (know-your-custumer; em português, Conheça Seu Cliente) já existentes para casas de câmbio e bancos, e irá requerer que os usuários de criptomoedas estejam conectados a uma conta bancaria com informações de identificação para depositar ou retirar fundos.

Na semana passada, autoridades financeiras locais declararam que os investidores de criptomoedas seriam penalizados caso não mudassem suas contas virtuais anônimas para aquelas com as associadas.

Fonte: Coindesk