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Bockspot Conference Latam discute a internet da confiança a partir da tecnologia blockchain

Postado por em 28 de maio de 2018 , marcado como , , , , , , , , ,

Em um mundo cada vez mais conectado, a aplicabilidade da tecnologia blockchain surge como uma opção viável para minimizar fraudes e aumentar a transparência nas transações cotidianas.

(foto: Camila Marinho/ Criptoeconomia)

 

A tecnologia que promete revolucionar as indústrias tradicionais como as conhecemos hoje, está senado discutida em São Paulo, na Blockspot Conference Latam 2018, evento que aborda o blockchain e seus desdobramentos, bem como as criptomoedas e as tendências tecnológicas futuras.

Para Daria Generalova, co-fundadora da ICOBox, a proposta do blockchain pode ser integrada a diversos setores como o de educação – já que permite, por exemplo, validar diplomas – e cinema, ao possibilitar o financiamento de projetos sem o intermédio de políticas, vínculos e players.

Generalova acrescenta que a tecnologia blockchain pode, ainda, favorece a produção de novos filmes e nomes (diretores, produtores, roteiristas), que de outra forma teriam pouco acesso à indústria.

Confiança

Palavra dominante nesse primeiro dia, a característica de confiabilidade é um dos principais atrativos do blockchain e foi tema da palestra Transformação Digital, A Internet da Confiança, ministrada por Luiz Gustavo Nugnes, CEO da CryptoTrade.AI.

Em um mercado extremamente volátil e influenciado pelas notícias internacionais, Nugnes explicou como a tecnologia blockchain, associada a Inteligência Artificial (IA), pode contribuir para um melhor aproveitamento das maquinas de aprendizagem.

“As notícias [sobre o ecossistema das criptomoeda] influenciam o mercado, e a ideia é que os robôs, com base nessas informações, escolham o melhor momento para comprar e vender”, ponderou.

O systems manager do BNDES, Gladstone Moises Arantes Junior, por sua vez, explicou a aplicação da transparência do blockchain sob a perspectiva do fomento público, aplicado ao BNDES Token.

“Com o token em uma rede pública, ao invés de emprestar o dinheiro, o BNDES empresa o token digital da rede Ethereum”, o que permite o rastreamento percorrido pelo montante emprestado.

Blockchain e saúde

No painel Blockchain na Saúde – mediado pela editora chefe da Live Healthcare, Nathália Nunes e que contou com a participação da advogada Anne Chang, sócia da HCO Law, Raphael Gordilho CMO da Live Healthcare e Guilherme Rabello, Diretor de market inteligence da InovaInCor – foi possível entender como a tecnologia distribuída pode facilitar o relacionamento entre profissionais e pacientes, bem como minimizar casos fraudulentos.

De acordo com Raphael Gordilho, “o blockchain diminui drasticamente os casos de corrupção no setor da saúde”, devido a sua transparência e rastreabilidade. Opinião corroborada por Guilherme Rabello, ao acrescentar que a confiança leva à melhores práticas e maiores índices de acertos.

Anne Chang pontuou a importância da privacidade dos dados na cadeia de saúde e defendeu que a chave privada, baseada em blockchain, faz com que os profissionais envolvidos fiquem mais cautelosos.

Para ilustrar a situação, a advogada tomou como exemplo o caso da ex- primeira dama Marisa Letícia, que teve seu prontuário de saúde vazado para a imprensa. “Com o blockchain daria pra identificar todas as pessoas responsáveis pela divulgação”.

Desafios

Apesar de entusiasmados com a tecnologia blockchain, os palestrantes não deixaram de pontuar as limitações e desafios que precisam ser ultrapassado pela tecnologia.

Gladstone Moises Arantes Junior, por exemplo, confessou que nem toda a cadeia de fornecedores está preparada para receber as informações do BNDES Token.

Já Dario Generalova abordou o problema de sobrecarga da infraestrutura existente e, para tanto, sugere o melhoramento da infraestrutura, bem como a criação de novas redes de blockchain.