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Blockchain poderá prevenir manipulação do odômetro

Postado por em 2 de janeiro de 2018 , marcado como , , ,

Um relatório divulgado pela Diretoria Geral de Políticas Internas afirma que a adulteração do odômetro continua sendo uma das maiores questões enfrentadas pela União Europeia, afetando praticamente todo o mercado de automóveis usados de seus países membros. No entanto, o estudo acrescenta que o desenvolvimento tecnológico e soluções de TI, como o blockchain, poderiam ajudar a combater o problema.

(Foto: Pixabay)

Segundo o documento, uma solução é o uso da cadeia de blocos. “ A tecnologia de blockchain atualmente proposta pela indústria automotiva e eletrônica permitiria o download da quilometragem e dos dados do GPS do veículo, preservando-o como em um ‘diário de bordo digital’”. E acrescenta que o uso de criptomoedas poderia proporcionar aos usuários um alto nível de proteção, integridade e controle dos dados.

“Eventualmente, esta tecnologia poderia também facilitar a certificação de dados que seriam apoiados pelo conceito de desenvolvimento de carros conectados, no qual todas as informações relevantes poderiam ser acessadas remotamente”.

O uso do livro contábil é uma das três medidas em análise para prevenir a adulteração do odômetro. A segunda concentra-se na possibilidade de identificar um quadro comum de referência, baseado em certificações internacionais (ISO). Dessa forma, a terceira refere-se aos equipamentos de controle eletrônico do veículo (ECUs) e aos componentes com soluções técnicas específicas, que são desenvolvidas e implementadas separadamente por fabricantes de carro individuais.

Adulteração é problema em toda a UE

De acordo com o estudo, de 10 a 50% dos carros em diferentes mercados de usados nos países membros da UE tiveram seus odômetros adulterados. Reforçando que isto se deve a falta de cooperação efetiva a nível supranacional e a uma troca insuficiente de informações sobre leituras de quilometragens de odômetros dos veículos entre os países membros.

O documento declara “ Carros com odômetros alterados representam uma estimativa de 30 a 40% do número de veículos comercializados nas fronteiras. Esse montante prova que a falsificação do equipamento é uma séria preocupação e um fenômeno generalizado em toda a Europa; afetando praticamente todo o mercado de carros usados da UE”.

Não só isso, mas também os clientes são diretamente afetados. Estima-se que na UE as perdas decorrentes da ‘reversão’ de quilometragem dos veículos gere uma receita clandestina de bilhões de euros por ano. O resultado é a baixa confiança no setor de carros usados e a possível desvalorização do veículo; visto que este setor foi classificado como o mais baixo em termos de confiança, por parte dos consumidores europeus.

Fonte: CCN