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Blockchain: como usar a tecnologia descentralizada para a equidade de gênero

Postado por em 13 de julho de 2018 , marcado como , , , ,

Frequentemente associado com o Bitcoin, a blockchain possui benefícios que vão muito além da sua função de ativadora de criptomoedas. E embora seja, em grande parte, uma indústria dominada por homens, ela pode ser usada como uma ferramenta para a equidade e inclusão de gênero.

Blockchain: Como usar a tecnologia descentralizada para a equidade de gênero

(Foto: Pixabay)

Assim como as redes sociais tem o poder de conectar as mulheres para que elas levantem suas vozes contra o assedio sexual e outros tipos de violência, a blockchain permite o desenvolvimento de um movimento global em direção ao empoderamento econômico delas e a partir delas.

A blockchain alavanca as capacidades econômicas a partir do momento que exclui intermediários econômicos (como os bancos) e seus custos associados, de forma segura.

Por exemplo, por meio da identificação digital é possível registrar propriedades, contratos e, claro, transações financeiras. Dessa forma, as mulheres instaladas em países desenvolvidos conseguem sustentar sua famílias que moram nas nações em desenvolvimento.

Porque as mulheres (e os homens) precisam da blockchain?

As mulheres dos países em desenvolvimento não são as únicas beneficiadas com a blockchain. Mesmo nos lugares mais ricos, os casos de violência contra a mulher são estarrecedores e muitas delas permanecem nessa situação por dependência financeira.

Essa experiência torna mais difícil para que elas consigam se liberta de seus agressores, já que o abuso financeiro assume diversas formas: assinatura de documentos sem o consentimento ou entendimento, controle do dinheiro e acúmulo de dívidas no nome dela.

Independente da forma, todo abuso financeiro tem o mesmo objetivo: manter sob controle e dependência a mulher.

Mas e se elas pudessem desintermediar seus abusadores a partir de uma identificação digital, acesso a contratos legais e transações seguras, a partir da blockchain? Talvez esse seja um caminho para eliminar – ou pelo menos reduzir substancialmente – a manipulação financeira e ajudar as mulheres a se libertarem com seu crédito e futuros econômicos intácteis.

Esforço coletivo

Para avançar no uso da blockchain rumo a equidade de gênero devemos fazer um esforço conjunto que visa aumentar a representação das mulheres nas fileiras da indústria, particularmente em startups com impacto social e financeiro.

As organizações precisam ser encorajadas a trazer mais mulheres para a tecnologia e movimentos como Women In Blockchain e o #HeForShe, da ONU Mulheres, devem ser cada vez mais incentivados.

A onda promovida pela internet para o fortalecimento, capacitação e empoderamento feminino já contribuiu para a melhoria de vida das mulheres em todo o mundo. Dos países do sudoeste da Ásia ao interior do Brasil. As mídias sociais e as hashtags foram apenas o começo. A blockchain é o próximo passo.

Fonte: Entrepreneur

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