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Bitcoin é o novo paraíso para os ricos latino americanos que fogem da hiperinflação

Postado por em 3 de janeiro de 2018 , marcado como , , , ,

A américa latina vivenciou mais do que uma parcela justa de problemas econômicos durante este ano. Seja por conta de revoltas populares, ocupações militares ou alguma outra calamidade; os ricos da região sempre pensam em maneiras de proteger suas riquezas de possíveis confiscos, hiperinflações ou o que vier pela frente. Ao contrário do passado, quando eles se voltavam para paraísos fiscais, imóveis e ouro, a melhor solução agora – também facilmente acessível para a classe média – é o Bitcoin.

(Foto: Bitcâmbio)

Barreira contra a inflação

Pelo menos duas novas criptomoedas se tornaram disponíveis aos ricos latino americanos em 2017; de acordo com um relatório recente da região. Embora os dois fundos estejam seguros no exterior, escritórios familiares da América Central, Argentina, Caribe compõem a maioria dos seus cliente.

“A América Latina é muito volátil”, ponderou Carlos Mosqueira, fundador do fundo Solidus Capital, sediado na Itália, que tem como foco as oito principais criptomoedas, bem como os ICOs. E acrescenta, “Cryptos estão se transformando em um novo paraíso para essas famílias”.

Ao contrário dos especuladores do leste asiático e outras partes do mundo que ‘descobriram’ o Bitcoin este ano devido ao seu incrível aumento e volatilidade, na América Latina as criptomoedas são vistas, principalmente, como uma barreira contra as incertezas da economia.

O próprio Mosquera descreveu como a inflação fora de controle na Venezuela, que elimina a riqueza e poder de compra das pessoas, fez ele perceber que o Bitcoin é a resposta. Negociar a criptomoeda também é uma maneira de ignorar o sempre severo governo venezuelano, através do envio de fundos para fora do país ou da compra de dólar.

Uma nova classe de ativos

O segundo veículo de preservação de riquezas das famílias ricas, mencionado no relatório, é o Crypto Assets Fund, sediado em Miami e que começou as suas operações em setembro deste ano.

O fundador, Roberto Ponce Romany comentou: “Nós estamos convencido que esta se tornará uma nova classe de ativos, assim como ações e títulos”. Ele fundou sua própria private equity uma década atrás e anteriormente atuou como gerente da consultoria Bain & Co.

O Ponce’s Crypto Assets Fund já conta com US$15 milhões em criptomoedas sob a sua administração, e atua como um fundo de índice passivo, mantendo cada capital pelo seu limite de mercado. Ele também planeja abrir um segundo fundo de criptomoedas em 2018, oferecendo gerenciamento de ativos.

Seus objetivos declarados visam o crescimento do fundo passivo para US$ 50 milhões sob sua administração e a arrecadação de US$ 100 milhões para o novo fundo ativo, focando exclusivamente em criptomoedas.

Fonte: News.Bitcoin