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Argentina: alta da inflação atrai empresas de caixa eletrônico de Bitcoin

Postado por em 5 de outubro de 2018 , marcado como , , , , , , ,

A expectativa de que a inflação na Argentina ultrapasse 40% até o final do ano, fez aumentar a procura dos hermanospor Bitcoin. Como resultado, empresas voltadas para caixas eletrônicos de criptomoedas projetam um grande salto no número de aparelhos no país.

Argentina: alta da inflação atrai empresas de caixa eletrônico de Bitcoin

(Foto: Pixabay)

Atualmente, existem apenas dois caixas eletrônicos de Bitcoin na Argentina, ambos localizados na capital Buenos Aires. Mas até o final do ano esse número pode subir para 30.

Segundo a CCN, as duas máquinas foram instaladas nas últimas três semanas, com uma sendo ativada no dia 18 de setembro e a outra em 3 e outubro.

Dante Galeazzi, gerente de operações da Athena Bitcoin — empresa que instalou o primeiro equipamento no mês passado, comentou que a perda de valor do peso argentino em relação ao dólar dos EUA resultou no crescimento acentuado das transações de criptomoedas.

“Com a desvalorização da moeda, vimos um aumento das transações de Bitcoin. Observamos isso como uma garantia de valor [do peso argentino], bem como uma oportunidade de investir no mercado”.

Por enquanto, os dois caixas instalados pela Athena só suportam Bitcoin, embora haja planos futuros para incluir outras criptomoedas como Bitcoin Cash, Ethereum e Litcoin.

Além da Athena Bitcoin, sediada nos EUA, outra empresa de olho no mercado de criptomoedas do país sul-americano é o Odyssey Group.

Os caixas eletrônicos da Odyssey, no entanto, não se restringirão à compra e venda de moedas digitais, mas oferecerão outros serviços associados a equipamentos tradicionais, como retirar e depositar dinheiro, bem como transferência de valores entre contas.

Ambição regional

A empresa americana planeja instalar 150 caixas automáticas de criptomoedas na Argentina antes do final de 2019, com 80% deles funcionando nos primeiros meses do ano que vem.

Além da Argentina economicamente devastada, as duas empresas planejam expandir suas operações para outros países da América Latina, que é relativamente carente desse serviço.

De acordo com a Coin ATM Radar, a América do Sul possui apenas 0,89% dos caixas automáticos de criptomoedas do mundo, apesar de aproximadamente 5,61% da população mundial estar nessa região.

A Athena Bitcoin, por exemplo, pretende estabelecer operações no Brasil, Chile, e México.

Os dois primeiros países citados acima possuem apenas 2 equipamentos de Bitcoin cada, enquanto que o México conta com 11 máquinas.

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