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Apesar da grande presença nos países africanos, criptomoedas ainda são vista com cautela por governos

Postado por em 10 de agosto de 2018 , marcado como , , , ,

Um relatório publicado pelo pan-africano Ecobank Transnational Inc., descobriu que apesar de as criptomoedas exercerem uma notável presença em cada um dos 36 países do continente africano, elas ainda são vistas com cautela.

Apenas a África do Sul e a Suazilândia adotaram um ambiente “ [regulatório] geralmente favorável e permissivo” em relação as moedas digitais.

Apesar da grande presença nos países africanos, criptomoedas ainda são vista com cautela por governos

(Foto: Pixabay)

O documento constatou que “como em muitas outras partes do mundo, os governos e bancos africanos estão adotando uma abordagem de ‘esperar pra ver’, quando se trata das criptomoedas”.

O relatório afirma que “muitos governos e reguladores do continente reconhecem tanto os riscos quanto os potenciais impactos positivos das moedas digitais”, e que algumas jurisdições africanas demonstram um “interesse distinto entre as criptomoedas e a tecnologia blockchain subjacente”.

Isso explica o porquê de muitos Estados africanos estarem “reticentes em autorizar transações e, em sua maioria, permanecerem apreensivos sobre os seus potenciais riscos”.

“Os países africanos parecem estar esperando que seus vizinhos regulem e invistam primeiro para aprender com seus erros”.

Limbo regulatório

O relatório também destacou que “até o momento não houve uma tendência regulatória regional discernível, favorável ou desfavorável”.

As jurisdições da África do Sul e da Suazilândia oferecem “as posições mais favoráveis do continente”, enquanto que apenas a Namíbia tentou proibir as transações.

“Com as exceções de Ruanda, Senegal e Camarões, nenhum outro governo ou banco central proferiu declarações sobre as moedas virtuais.

Já os países que se manifestaram, assumiram a posição de que as “criptomoedas operam no cinza”, entre a legalidade e a ilegalidade, pontua o relatório.

Nesses países, o melhor que um investidor de criptomoedas pode esperar é uma “não-objeção” aos testes do produto, em vez de uma autorização formal.

O consenso geral é que, para os africanos, embora as criptomoedas não sejam geralmente proibidas, os consumidores as usam por sua conta em risco e são advertidos sobre as possíveis consequências, pelos reguladores”.

Superexposição às criptomoedas

A superexposição às criptomoedas é uma das maiores preocupações dos governos africanos. Muito por consequência do papel altamente especulativo que elas causaram em 2017 e início de 2018, destaca o relatório.

“Infelizmente a espetacular ascensão e queda no valor das negociações das criptomoedas afogou as discussões sobre os potenciais benefícios que esta nova tecnologia poderia trazer.”

Em muito momentos, o impacto transformador vislumbrado na tecnologia foi comparado ao próprio desenvolvimento da internet. Com tokens criptográficos permitindo que os consumidores fizessem transações instantâneas, internacionais e acessíveis, mudando, inclusive, a forma como se envolvem com governos e provedores de serviços.

Por fim, o relatório destaca que “os governos africanos temem que seus cidadãos fiquem muito expostos as criptomoedas e às repercussões de um futuro crash, que poderiam ser sentidos na economia de forma mais ampla. É daí que vem o ceticismo geral em licenciar seu uso”, conclui.

Fonte: News.Bitcoin