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Tecnologia zk-SNARKs agregada ao Plasma pode potencializar escalabilidade do Ethereum, defende pesquisador

Postado por em 8 de novembro de 2018 , marcado como , , , , , ,

Esforços para escalar o Ethereum, a segunda maior blockchain do mundo, estão se tornando cada vez mais variados, à medida que o Plasma, solução amplamente anunciada para melhorar o desempenho dos contratos inteligente, vem encontrando dificuldades de desenvolvimento.

Tecnologia zk-SNARKs agregada ao Plasma pode potencializar escalabilidade do Ethereum, defende pesquisador

(Foto: Pixabay)

Até o momento, os pesquisadores já construíram cinco versões distintas do protocolo, mas dentro dessas múltiplas intervenções, há evidências de que o trabalho não está prosseguindo como inicialmente esperado — com poucos avanços em um projeto que já dura mais de um ano.

À medida que o plasma diminui o passo, a atenção passou a ser direcionada para os zk-SNARKs, um pioneiro sistema da criptomoeda centrada na privacidade, Zcash.

Na verdade, algumas startups já estão adotando a tecnologia, que permite aos desenvolvedores agregar transações em lotes, ao mesmo tempo em que buscam dimensionar a rede em um esforço para expandir, atualizar e aumentar o Ethereum.

Tais movimentos são notáveis porque, enquanto o progresso em direção ao produto de alto desempenho do Ethereum — o Serenity (também chamado de Shasper e Ethereum 2.0) — caminha, os desenvolvedores, por sua vez, insinuam que a mudança ainda está a dois anos de distância.

Dessa forma, opções mais imediatas para lidar com um aumento no número de usuários na rede estão cada vez mais em foco.

Na Devcon4 — conferência anual de desenvolvedores do Ethereum — por exemplo, havia uma sensação palpável de excitação em torno dos zk-SNARKs e suas aplicações, conforme noticiou a CoinDesk.

O evento contou com sete painéis dedicados à tecnologia e sistemas relacionados, e Kelvin Fichter, pesquisador de Plasma na exchange descentralizada OmiseGo, referiu-se ao crescente hype como um “snark-nado”.

Outro entusiasma da tecnologia é Stefan George, CTO da startup Gnosis, que explicou que o que o atrai na abordagem não é apenas o seu potencial de descentralização ser maior que o Plasma, mas o fato de o sistema estar pronto para ser implantado no curto prazo.

Obstáculos

Na ideia original do Plasma, o escalonamento seria possível à medida que o cálculo real de contratos inteligentes fosse empurrado para fora da cadeia principal do Ethereum.

E desde o seu lançamento, várias métodos de escalonamento surgiram, com um número crescente de equipes de pesquisa, e capital, dedicados a ele.

Entretanto, a cada nova duplicação de plasma, um novo problema de pesquisa aparece e precisa ser estudado, levando a variantes do sistema que navegam por situações de conflitos de diferentes maneiras.

Por exemplo, uma das abordagens “tem restrições de tempo, uma interface horrível para o usuário e é vulnerável ao congestionamento da rede”, Comentou David Knoot, pesquisador de plasma da OmiseGo, na audiência.

Com um número crescente de pesquisa, a confusão sobre a tecnologia realmente tem levado empresas e equipes de estudo a se comportarem do forma divergente.

“Plasma é um termo confuso”, disse Fichter durante sua apresentação na Devcon4. “Ninguém realmente sabe o que é Plasma. O paper define isso como uma coisa, mas os pesquisadores entendem de outra forma.”

Para tanto, Há um impulso em direção ao que Fichter chamou de “Santo Graal” da pesquisa sobre plasma: um protocolo generalizado que busca combinar elementos — bem como as lições aprendidas — de todas as técnicas.

“Realmente não estamos perto de um Plasma generalizado. Acho que toneladas de tempo e dinheiro ainda será gasto com isso nos próximos meses ou anos”, comentou.

Juntando forças

Mas, segundo ele, uma alternativa para potencializar o sistema seria, justamente, agregar os dois protocolos entre si.

Fichter destacou que alguns dos aspectos mais desafiadores do Plasma poderiam ser resolvidos por meio da aplicação correta da tecnologia zk-SNARKs.

O pesquisador introduziu um novo termo, o plapps, como representação para os aplicativos descentralizados que são executados no plasma. Esses apps podem confiar em zk-SNARKs em termos de como eles verificam as transações na blockchain em si mesmas.

Além disso, no futuro, os zk-SNARKs poderiam ser usados para tornar a camada de Plasma mais privada; em detrimento das soluções atuais que dependem de recursos extras para adicionar uma camada de anonimato.

Fonte: CoinDesk

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