ICO Regulamentação

Israel planeja regulamentação de ICOs em breve

Postado por em 5 de setembro de 2017 , marcado como , , , ,

Depois da China considerar ilegal as ICOs no país como medida relatória, Israel anunciou recentemente que vai começar a estudar a regulamentação. Ao que tudo indica, no país as regras não serão tão proibitivas como as aplicadas na China, já que o governo de Israel apoia o crescimento da indústria de blockchain.

A Autoridade de Valores de Israel (ISA) está encarregada de investigar se as ICO (Initial Coin Offer) podem ser consideradas reguladas como um evento financeiro sob sua supervisão. O comitê é presidido pelo diretor do Departamento Corporativo da ISA, Moti Yamin, bem como pelo economista chefe, o Dr. Gitit Gur-Gershgoren.

A ISA afirmou que cerca de US $ 1 bilhão foi levantado durante o primeiro semestre de 2017 através desse esquema financeiro inovador e disruptivo. Apenas em julho, foram US$ 540 milhões.

“Israel é considerado um líder no desenvolvimento da tecnologia blockchain com uma indústria próspera”, disse um oficial não identificado da ISA ao Financial Magnates.

O documento publicado pelo órgão, traduzido do hebraico, especifica que a regulamentação procurará proteger os investidores sem prejudicar a atividade financeira:

À medida que consideramos várias políticas em modelos de financiamento inovadores em paralelo com a proteção dos interesses dos investidores e a advertência sobre os investimentos não regulamentados, parece haver uma necessidade crescente de regular o campo das ICO. O trabalho do comitê incluirá investigar esta atividade e as possibilidades de aplicar a lei existente que podem ter que ser ajustadas ao rever o status legal em outros países.

A empresa de advocacia Porat and Co., especializada em criptomoedas, parabenizou o governo israelense, afirmando que o anúncio não tem um tom ameaçador.”Se permitimos operar sem regulação e supervisão, as influências negativas se tornarão realidade”, afirma Nir Porat, sócio da empresa, que continua “esta regulamentação deve proteger o público, e não impor peso desnecessário às empresas que participam do mercado, de modo a não sacrificar a inovação e a lucratividade”.