Mercado

Hong Kong e Singapura se firmam como um porto seguro para as ICOs

Postado por em 23 de abril de 2018 , marcado como , , , , , , , ,

A proibição das ICOs na China está enviando startups de blockchain para as regiões rivais da Ásia.

Essas empresas estão, cada vez mais, migrando para Singapura e Hong Kong, onde há maior liberdade que a China continental, para lançar suas vendas de token, segundo reportagem da South China Morning Post.

(Foto: Pixabay)

No primeiro trimestre de 2018, o total de fundos arrecadados no mundo via ICO foi de US$ 6,3 bilhões, superando o montante de todo o ano de 2017.

Mais de US$ 1,7 bilhão do total do primeiro trimestre foi apenas do Telegram e apesar da dura performance nos preços das criptomoedas no começo de 2018, a demanda por novas moedas digitais não diminuiu.

A China proibiu as ICOs em setembro de 2017 e, desde então, o número de negócios em Hong Kong e Singapura estão aumentando.

Hong Kong absorveu imediatamente o fluxo de ICOs e investidores de Pequim. Enquanto isso, a popularidade de Singapura ainda não é oficial.

“Ainda não podemos dizer que Singapura se tornou um centro para as ICOs, já que mais trabalho precisa ser feito. Mas sim, tem havido muita atividade desde setembro do ano passado”, revelou Anson Zeall, presidente da Associação Industrias de Criptomoedas e Blockchain de Singapura.

De fato, em 2017 Singapura subiu para a terceira posição na emissão de ICOs, com base no montante de recursos arrecadados. O país fica atrás apenas dos EUA e da Suiça, conforme dados da FunderBeam.

Nesse mesmo caminho, Hong Kong e Rússia também ganharam fluxo de negócio.

A mudança no cenário das ICOs é um resultado direto da regulamentação severa da China que foi iniciada em setembro de 2017. Sem mencionar a Coreia do Sul que seguiu passos semelhantes ,ao banir as ofertas de ICO semanas depois.

“Jogando pelo seguro”

Uma das razões pelas quais Singapura se firmou como um polo para a emissão de ICOs é devido aos menores riscos de atrair a atenção dos legisladores.

O país adotou abertamente as startups de blockchain, como evidenciado por programas de incubadoras e gestores de ativos dedicados ao mercado de criptomoedas.

O processo de domicílio de um acordo em Singapura requer o registro no território e a contratação de um advogado, o que pode gerar taxas de até US$ 200 mil.

Porém, Saisy Wu, diretora de relações públicas da Xander, uma startup de blockchain com base em Pequim, revelou que a razão pela qual a empresa escolheu listar suas ICOs em Singapura é porque “queremos jogar pelo seguro”, ponderou.

Fonte: CCN

loading...