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Custódia de criptomoedas – Infraestrutura voltada ao investimento institucional

Postado por em 30 de setembro de 2020 , marcado como , , , ,

Um serviço de custódia de criptomoedas é essencial para que as moedas digitais descentralizadas venham a compor os portfólios de investimento institucional.

O mercado de criptoativos não é composto apenas de carteiras, exchanges, e vendedores p2p .

Cada vez mais a área de criptoativos está em vias de se adequar ao investimento tradicional e institucional

Todavia, para isso o estabelecimento de uma área de custódia é essencial.

Quem controla a custódia?

Se diz que um grande investidor de Wall Street, no auge do rali do Bitcoin em 2017, gritava pelos corredores do banco, perguntando: “E a custódia?! Quem controla a custódia?!”.

Basicamente, as soluções de custódia de criptomoedas são soluções de fornecedores terceirizados de armazenamento e serviços de segurança para criptomoedas.

As soluções geralmente incorporam uma combinação de armazenamento online, ou armazenamento offline.

Dessa forma, as oportunidades de negócios apresentadas pelos modelos de custódia de criptoativos são significativas.

A onda de instituições que entraram no mercado precisará de um parceiro confiável para manter seus criptoativos em segurança, minimizando o risco de roubo ou perda

Ao mesmo tempo, garantindo que estejam disponíveis e acessíveis para transações rápidas a depender dos movimentos de alta ou baixa.

No entanto, os requisitos técnicos e operacionais de custódia, segurança e troca de criptoativos criam desafios únicos para empresas na área.

Portanto, cria-se nesse mercado oportunidade para startups e empresas dedicas unicamente à custódia de criptomoedas.

Players no mercado de custódia

Grandes players estão operando nesse mercado de custódia de criptoativos, entre eles, pesos pesados do mercado, tais como Coinbase, Gemini e Bakkt.

Por exemplo, os ativos sob custódia da Coinbase Custody abrangem fundos que pertencem a mais de 120 clientes (em 14 países diferentes).

Além disso, em maio deste ano, o serviço de custódia da Coinbase ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão.

A Coinbase apresentou um imenso ganho no setor, após a compra e absorção dos negócios e clientes da Xapo, que atuava na Europa essencialmente.

Como resultado desta aquisição, o negócio de custódia da Coinbase dobrou de tamanho com a incorporação da infraestrutura associada a Xapo.

Samir Tabar, co-fundador da Fluidity, uma empresa voltada à tokenização e negociação de ativos digitais, comentando sobre o fato da economia digital ter o potencial de mudar o jogo dos investimentos.

“Há pessoas pessimistas que acreditam que o mercado continuará sendo liderado da forma como é agora, mas a verdade é que a economia digital tem real potencial de mudar o jogo. Existem milhões de pessoas ao redor do mundo ávidas por poderem expressar suas preferências e criatividade, de forma que o mercado digital descentralizado é o lugar natural para elas. E isso pode, sim, mudar o eixo atual de poder e liderança na área das finanças”, disse.

Dessa forma, conclui-se que a custódia de criptoativos é mais um elemento dessa transformação vislumbrada por Tabar.

Razões para o crescimento na área de custódia

Algumas das principais razões pelas quais a custódia de ativos digitais está se tornando cada vez mais importante:

1. Redução de problemas e riscos

Do ponto de vista do investidor, armazenar seus ativos com um custodiante pode ser significativamente mais fácil do que cuidar de seus próprios ativos.

Todos os investidores podem se beneficiar da maior segurança e redução geral do risco que o uso de um custodiante competente pode fornecer.

2. Maior segurança em geral

A natureza online dos ativos digitais apresenta uma série de riscos de segurança, não apenas uma vulnerabilidade a hackers.

Dessa forma, um custodiante pode representar uma camada extra de segurança.

3. Recurso para tranquilizar investidores

Se os investidores mantiverem ativos de forma privada eles aumentam o risco de perder o valor do ativo no caso de perda por hacking ou outros eventos principais de perda.

Enquanto isso, os custodiantes licenciados podem fornecer um nível de certeza de valor por meio de recurso em caso de falha no custodiante, e também são mais propensos a ter acesso a seguradoras, ajudando a proporcionar maior confiança aos investidores.

4. Mais seguro do que as exchanges

A alternativa de armazenar ativos digitais em uma exchange apresenta maiores riscos devido a maior possibilidade das exchanges sofrerem de hackers.

Portanto, uma vez que as exchanges também são mais suscetíveis à falência ou encerramento pelas autoridades, os custodiantes sérios podem estar em situação melhor.

5. Eficiência operacional

Potenciais investidores em ativos digitais podem ser afastados do mercado pela percepção da natureza complexa desse tipo de investimento.

Dessa maneira, oferecer um serviço de custódia pode diminuir o medo de alguns.

Conclusão

De acordo com dados do CoinTraderMonitor, o Brasil possui 32 exchanges e somente um fornecedor de soluções de custódia recentemente em operação, o Bitrust Crypto and Digital Asset Custodian.

Ou seja, esse é um mercado ainda incipiente no Brasil no qual há ainda um grande potencial de crescimento por ser explorado.

Matéria adaptada do Cointelegraph

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