Regulamentação

China coordena campanha contra 3 mil plataformas falsas de Blockchain

Postado por em 16 de janeiro de 2018 , marcado como , , ,

Esta semana, a TV central da China – CCTV 2 – informou que o People Bank of China (PBOC), o Ministério da Segurança Pública (MPS), o Ministério da Indústria e Tecnologia da informação, em coordenação com outras agências reguladoras, trabalharão para combater o crime cibernético, que muitas vezes está disfarçado de inovações financeiras e se apresentam através do blockchain.

(Foto: Pixabay)

A inovação econômica na China trouxe um custo: o cibercrime; que se tornou mais sofisticado e engenhoso com ações que vão desde a tradicional fraude telefônica até os mais avançados crimes financeiros. Dessa forma o PBOC – considerado o principal banco do continente asiático e, atualmente, o maior em termos de ativo – uniu forças com o MPS – composto por sua tropa policial de 2 milhões de funcionários – para combater a criminalidade cibernética.

Li Xuyang, chefe de segurança e anti fraude do Tencent AI Lab, relatou que o blockchain se tornou uma ferramenta moderna na fraude financeira.

“Recentemente, um número cada vez maior de projetos utilizam o popular conceito de blockchain para gerar um novo token ou uma moeda virtual. Nós descobrimos mais de dois mil formatos de token com uma base ativa de usuários e outras três mil plataformas que promovem produtos de blockchain falsos.

Campanha especial

Os departamentos chineses enfatizaram que as autoridades reguladoras devem cooperar com as empresas no combate aos crimes financeiros emergentes, além de estimular uma comunidade compartilhada de segurança cibernética.

O vice presidente do MPS, Shi Jun destacou que ele iniciará uma campanha especial para conter todo tipo de fraude na internet.

A frase “campanha especial” incitou rumores de que o Ministério da Segurança Pública poderia prender algumas figuras influentes da indústria e serviria de aviso aos demais. “A indústria de criptomoedas está cheio de especulações e desonestidade”, desabafou um influenciador, com mais de 1 milhão de seguidores, na rede social Weibo. E acrescentou: “Eu acredito que desta vez o governo definitivamente prenderá algum golpista que atue nesta indústria”.

No momento de realização deste artigo, a Bixin Wallet, informou aos usuários a suspensão dos seus serviços comerciais no dia 17 de janeiro, devido as “incertezas regulatórias”.

Fonte: News.bitcoin