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Barbados lança a primeira embaixada no Metaverso

Postado por em 19 de November de 2021 , marcado como

A Internet, em 1971, descobriu o e-mail. Nesse ano, a primeira carta virtual enviada dizia apenas qualquer coisa aleatória da qual não se tem registro. Anos se passaram. 50 deles. E hoje, Barbados anuncia que lançará a primeira embaixada virtual do mundo no metaverso. Isso, na prática, representa um salto gigantesco para a humanidade como um todo.

Esse tipo de tecnologia dificilmente substituirá as relações diplomáticas que acontecem no mundo real, no entanto. Como, por exemplo, aquela área dedicada a resolver problemas resultantes de conflitos mundiais. Ainda assim, sabemos que esse é um passo gigantesco para a humanidade.

Barbados é uma pequena ilha que se localiza na América Central, especificamente no Caribe. Esse anúncio diz respeito ao acordo que ela fechou com a Decentraland. Essa é uma empresa que hospeda no mundo digital, em 3D, que é de propriedade do seu usuário, mais de 90 mil lotes de terras virtuais.

A ideia é bastante simples e foi aprovada em agosto, pelo Ministério de Relações Exteriores e pelo Ministério do Comércio Exterior de Barbados. A embaixada, portanto, deve ser virtualmente inaugurada no próximo mês de janeiro, em 2022, portanto.

Esse é um passo e tanto. Não é possível que isso seja negado. No entanto, quais são as implicações desse movimento tão curioso no mundo real? O que mudará, de fato, para os cidadãos e cidadãs de Barbados – se é que algo mudará efetivamente? É isso que vamos ver a seguir. Vem ver!

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O que é o Metaverso? Por que é tão importante o anúncio feito por Barbados?

O Metaverso é um conceito que foi cunhado por Neal Stephenson em um romance de ficção cientifica datado de 1992. Nesse romance com evidente inspiração cyberpunk, é explorada uma narrativa caótica, com linhas temporais totalmente diferenciadas para a ficção produzida até então. Além disso, são explorados temas como história, filosofia, linguística, antropologia e cientologia. Tudo isso para criar o que se chama, hoje, de Metaverso, por meio do romance Snow Crash.

Na prática, hoje, o conceito não tem muito a ver com esses temas. O Metaverso é uma versão em 3D da realidade virtual da Internet, criando um ambiente em que pessoas reais estão presentes, mas como avatares. Eles podem se mover e ter uma representação virtual bastante parecida com o que vemos, hoje, no mundo real.

Mas por que esse anúncio é, então, tão importante?

É que essa é a primeira vez que um agente “oficial” do mundo real explora o Metaverso criado por Decentraland, em 2017. Nessa ocasião, a plataforma criou os primeiros lotes, permitindo que seus usuários construíssem neles. De lá para cá, jogos online foram criados e até mesmo os complicados jogos de azar, que dependem, muitas vezes, da regulação de cada país.

Assim, com uma ideia de criar um ambiente autônomo e com a sua própria lei – que é, justamente, não estar na jurisdição de nenhum outro lugar real, Decentraland ganhou, rapidamente, popularidade.

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E como chegamos até aqui?

Além de Decentraland, Barbados tem no seu radar outras plataformas de Metaverso. São elas:

  • Somnium Space
  • Super World
  • Coin Desk.

A ideia por trás dessa decisão, no entanto, é fazer com que outras embaixadas do mundo tomem esse mesmo caminho. Assim, será possível criar não só uma espécie de jurisdição no Metaverso, mas, ainda, fazer com que haja economia virtual sendo desenvolvida. É possível, no Metaverso, criar também lugares turísticos reais ou simulados apenas no mundo do Metaverso, além de criar também consulados inteiros.

Para dar início a essa ideia, no entanto, Barbados percorreu um longo caminho. De agosto para cá foram consultados advogados, de forma que se pudesse trabalhar em uma proposta que estivesse de acordo com a Convenção de Viena e, ainda, com detalhes do direito internacional.

Teremos uma nova forma de estabelecer as relações diplomáticas depois da decisão de Barbados?

Não. Isso não irá acontecer. A resposta é bem simples, no entanto.

De acordo com Brett Bruen, um ex-diplomata dos Estados Unidos e Diretor de Engajamento Global da Casa Branca, não há muito espaço para a diplomacia na web. As velhas formas de fazer isso ainda serão por muito tempo as únicas possíveis, inclusive. Isso é comprovado por conta das políticas de desinformação que tanto os Estados Unidos, Rússia e China mantém nessas redes.

E, como sabemos, essa não é uma boa prática diplomática. Pelo contrário.

Outro ponto está ligado à economia. Para que se possa comprar algo como um metro quadrado em Decentraland, é necessário desembolsar cerca de 3 milhões de MANA, que é a moeda de Decentraland. Na prática, isso representa mais de 9 milhões de dólares.

 

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